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(A) :: Trabalhadores da Torre Eiffel fazem greve após afastamento de funcionárias durante visita de grupo hindu

Trabalhadores da Torre Eiffel fazem greve após afastamento de funcionárias durante visita de grupo hindu

Funcionárias foram aconselhadas a não entrar em algumas áreas enquanto membros do grupo hindu conservador permanecessem no monumento. Presidente da Câmara de Paris considera situação "inaceitável".

Margarida Vieira dos Santos
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A Torre Eiffel foi obrigada a fechar portas esta segunda-feira depois de os trabalhadores do monumento parisiense terem entrado em greve na sequência do afastamento de funcionárias durante uma visita privada de um grupo religioso hindu, que terá pedido que as mulheres fossem “separadas”.

As trabalhadoras, segundo o The Telegraph, terão sido aconselhadas a não entrar ou circular em determinadas áreas enquanto membros da Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS), uma denominação hindu ultraconservadora da Índia, permanecessem no local, no âmbito das comemorações da inauguração de um templo construído pelo grupo perto de Paris.

De acordo com o jornal, a Société d’exploitation de la Tour Eiffel reconheceu que a denominação tinha solicitado a limitação das “interações com mulheres” e admitiu que “estas condições não deveriam ter sido aceites”. Ariel Weil, presidente da empresa que explora o monumento, declarou que vão ser retiradas “as conclusões necessárias”.

“À medida que a delegação foi passando, foi pedido às mulheres que abandonassem os seus postos de trabalho para que os homens pudessem ocupar os seus lugares“, afirmou Diane Davoine, representante da Confederação Geral do Trabalho, sindicato que divulgou um comunicado em nome dos funcionários da Torre Eiffel.

Diane Davoine acrescentou ainda que os colaboradores decidiram reunir-se na manhã desta segunda-feira com a administração do monumento parisiense “para garantir que as mulheres nunca mais são tratadas desta forma na empresa“, relatou o The Telegraph.

No comunicado divulgado pela Confederação Geral do Trabalho, os responsáveis da Torre Eiffel condenaram “instruções de trabalho que levaram as funcionárias a serem marginalizadas, substituídas e invisibilizadas com base no seu género”.

Entretanto, o presidente da Câmara de Paris, Emmanuel Grégoire, presidente da Câmara de Paris, disse apoiar a greve, descrevendo a exclusão das trabalhadoras como “inaceitável” e contrária aos “valores que a Torre Eiffel representa”. Numa publicação na rede social X, Grégoire afirmou ainda que foi aberta uma investigação.

https://twitter.com/egregoire/status/2096991962863989210

Também Marine Le Pen, candidata da extrema-direita derrotada nas últimas três eleições presidenciais, reagiu à greve dos trabalhadores. “Em França, nunca aceitaremos que a presença das mulheres seja limitada. É necessário esclarecer o que aconteceu durante esta visita à Torre Eiffel”, escreveu numa publicação no X.