
A frase
Após os recentes terramotos na Venezuela, um vídeo antigo viralizou novamente nas redes sociais. As imagens mostram um cavalo a proteger a tutora durante um forte tremor de magnitude 7,4
— Utilizador de Facebook, 30 de junho de 2026
Tem circulado nas redes sociais um vídeo “antigo” que viralizou, após os sismos que abalaram a Venezuela no final de junho de 2026 e que causaram mais de 6.500 vítimas mortais. No vídeo, vê-se um estábulo a ruir fruto da violência de um terramoto, sendo que um cavalo acaba por proteger uma mulher.
“As imagens mostram um cavalo a proteger a tutora durante um forte tremor de magnitude 7,4, mantendo-se ao lado da mulher e posicionando-se entre ela e áreas de maior risco”, lê-se nas publicações.

Os posts asseguram que foi um “gesto de lealdade e coragem” e que “emocionou internautas”, abrindo um debate sobre a “conexão entre humanos e animais”.
As publicações referem ainda as teorias de que os animais podem “apresentar mudanças de comportamento” durante sismos por “perceberem vibrações e alterações no ambiente com mais sensibilidade do que os seres humanos”. “No entanto, ainda não há prova científica de que eles sejam capazes de prever terramotos com precisão.”
Mas será este vídeo realmente uma prova de um “gesto de lealdade e coragem” de um cavalo? Segundo vários detetores de inteligência artificial consultados pelo Observador, o vídeo foi gerado através de inteligência artificial, seja através do vídeo inteiro, seja através de excertos do vídeo. A Agence France-Presse também chega à mesma conclusão.

Conclusão
O vídeo que mostra um cavalo num estábulo a proteger uma tutora durante um violento sismo não é verdadeiro. Foi gerado, com elevado grau de probabilidade, através de inteligência artificial.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.