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(A) :: Dizem que não são candidatos, Amorim quer provar o contrário mas ainda falta um bocadinho: Juventus empata com AC Milan nos descontos

Dizem que não são candidatos, Amorim quer provar o contrário mas ainda falta um bocadinho: Juventus empata com AC Milan nos descontos

Francisco Conceição teve três boas oportunidades, acertou no poste mas mexidas de Amorim mudaram a partida, com Cissé a marcar a dar vantagem ao AC Milan antes do empate de Gatti nos descontos (1-1).

Bruno Roseiro
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Sem dar muito nas vistas mas com números de respeito que só não chegaram a uma outra galáxia chamada Premier League, a Serie A fez da presente temporada um período de renascimento. Nem todos os frescos e artistas ficarão na história como aqueles que nos fazem admirar ainda mais Itália mas não faltaram clubes de peso a puxarem dos galões (e dos milhões) para continuarem ou voltarem a ser grandes. E não foi apenas um, dois ou três, longe disso – várias formações colocaram muitas fichas em 2026/27, mesmo sabendo que só um poderá ser campeão e quatro irão de forma direta à próxima Champions. Entre um barco com lugares para vários tripulantes entravam Juventus e AC Milan, que faziam o terceiro jogo grande da jornada depois da reviravolta do Inter frente ao Nápoles (3-2) e do triunfo nos descontos da Roma com a Atalanta (2-1).

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“A Juventus tem um grande treinador, muito inteligente. Gosto também da forma como joga. Será um jogo muito difícil mas estamos apenas no início da época. Nunca ganhei à Juventus como treinador, só ganhei como jogador, pelo Benfica, na meia-final da Liga Europa”, recordava Ruben Amorim antes do primeiro clássico oficial em Itália depois do empate frente ao rival Inter ainda no decorrer da pré-temporada.

“Cada jogo é um jogo grande e temos de ganhar todos. É um bom teste para perceber se melhorámos relativamente à semana passada e para ver como jogamos fora de casa contra uma grande equipa e um grande treinador. Sinto que a equipa está preparada e eu também. Mercado? Estou muito contente com o que fizemos. Contratámos jogadores de primeiro nível, que nos vão ajudar esta época e no futuro. É fundamental estarmos todos alinhados quanto aos perfis que queremos. Se alguém não estiver convencido, preferimos parar, refletir e avaliar melhor. Em todos os jogadores contratados houve total convergência”, acrescentou.

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Em paralelo, o técnico português passou também ao lado da “provocação” de Chivu, treinador do Inter, que disse não perceber porque se falava do Juventus-AC Milan como uma partida importante na luta pelo título. “O que respondo? Nada. Estou concentrado no nosso jogo. Se ganharmos, ficaremos no topo da classificação juntamente com outras equipas. Estou concentrado em nós e no trabalho que temos pela frente. Se precisamos dessas palavras para nos motivarmos no AC Milan, então há alguma coisa errada connosco. Nos últimos anos, terminámos o campeonato em posições que nos obrigam a trabalhar muito. Temos muito trabalho pela frente, temos de honrar os nossos adeptos e devolver o clube aos níveis que merece. O mais importante é que olho para o AC Milan e é o melhor clube do mundo mas, nos últimos 20 anos, ganhámos zero Taças de Itália e dois campeonatos. Há alguma coisa que não está bem”, comentou.

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“Temos muito trabalho pela frente, temos de trabalhar e alcançar os nossos objetivos dentro do prazo. Não me interessa o que diz o Chivu ou qualquer outra pessoa. Temos é de nos concentrar nas razões pelas quais, ao longo dos anos, o AC Milan deixou de ser o AC Milan. Por isso, é melhor concentrarmo-nos na nossa equipa e não nos deve interessar aquilo que os outros dizem. Trabalhamos para devolver a equipa aos níveis que merece”, acrescentou, em mais um discurso forte que ia contando com total apoio de antigas figuras dos rossoneri como Gianluca Zambrotta. Com duas vitórias nos dois encontros inaugurais frente a Torino e Veneza, o AC Milan chegava a Turim apostado em manter-se no topo e manter os sinais de progresso das primeiras semanas de temporada já com todo o plantel definido e mais enquadrado com a ideia de jogo.

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Com o mercado fechado, e numa perspetiva descrita pela imprensa italiana como “novas oportunidades”, o AC Milan entrava com uma equipa tipo mais parecida com aquilo que será mais habitual ao longo da época que contava com elementos que estavam ainda a aparecer em busca da melhor forma física, casos de Adrien Rabiot e Alexis Saelemaekers (que entraram para as posições de Loftus-Cheek e Cissé). A par dessas trocas no apoio a Gonçalo Ramos, também os alas mudaram, neste caso de forma mais surpreendente com a aposta em Diego Moreira à direita e o regresso de Pervis Estupiñan para as saídas de Chukwueze e Bartesaghi. Tudo com Jannik Sinner nas bancadas, líder do ranking ATP que falhou o US Open por lesão mas que esteve em Monza para assistir ao Grande Prémio de Itália de Fórmula 1 antes de ir apoiar o AC Milan.

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Ainda assim, nem o apoio do tenista valeu muito durante a primeira parte aos rossoneri. Com a clara ideia de ir controlando o jogo em posse tendo Luka Modric como farol de todos os rasgos de luz que a equipa ia tendo no plano ofensivo, o AC Milan não conseguiu criar oportunidades frente a uma Juventus que tinha no “seu” português, Francisco Conceição, o principal destaque: depois de um primeiro remate com perigo de Nico González para defesa a dois tempos de Mike Maignan (12′), foi o internacional que criou as duas melhores chances da primeira parte, com o guarda-redes francês a travar uma tentativa inicial após diagonal 1×1 (25′) e a defender também uma trivela na área do “espalha-brasas” que não teve depois recarga (38′).

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Francisco Conceição continuou a ser a principal unidade da Juventus e do jogo, com mais uma tentativa que desta vez bateu no poste (55′), mas percebia-se que aquela falta de verticalidade que marcava o jogo do AC Milan começava aos poucos a mudar. Foi aí, a meia hora do final, que Ruben Amorim mexeu… e acertou: Cissé, um dos jogadores lançados a par de Loftus-Cheek e Chukwueze, aproveitou uma transição rápida que começou num lance muito contestado pelos visitados por uma alegada falta no início da jogada, fez o movimento na diagonal 1×1 da esquerda para o meio e atirou em arco para o 1-0 (69′). Depois de ter sofrido sem bola, os rossoneri fizeram a diferença em posse e tinham a vitória na mão, com Luciano Spalletti a lançar o estreante Nick Woltemade para ter outro poder de fogo na frente mas nem o alemão, que teve uma boa oportunidade na área de pé esquerdo que saiu ao lado, conseguiu marcar até ao período de descontos, altura em que Gatti voltou a aproveitar uma bola parada para marcar de cabeça e fazer o empate (90+2′).

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