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(A) :: O sol belga voltou a brilhar no meio do calor: Van Aert correspondeu a mais uma grande etapa da Visma com vitória ao sprint em Córdoba

O sol belga voltou a brilhar no meio do calor: Van Aert correspondeu a mais uma grande etapa da Visma com vitória ao sprint em Córdoba

A segunda semana chegou ao fim com uma das melhores etapas desta Vuelta, que teve Ivo novamente em fuga e a terminar no top 10. Visma partiu corrida para Van Aert voltar a vencer ao sprint.

Tiago Gama Alexandre
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A Vuelta que era de Tadej Pogacar tornou-se na Vuelta de Enric Mas e do calor. Ao 14.º dia, o termómetro voltou a chegar aos 40ºC em plena etapa de alta montanha, que viria a terminar com a vitória de Marco Brenner (Tudor) e o reforço de liderança do espanhol da Movistar, que passou os dois minutos de vantagem. Para lá dos dois protagonistas, João Almeida (UAE Team Emirates-XRG) aproximou-se do seu melhor nível com uma etapa de menos a mais, na qual integrou a fuga com Ivo Oliveira (Emirates) e mostrou a sua famosa Almeidada na subida final, que lhe valeu o décimo lugar. Contudo, o destaque do dia acabou por ser o calor, que voltou a motivar críticas. Em declarações aos jornalistas, Sander de Pestel (Decathlon CMA CGM) revelou que alguns colegas tiveram de ser levados ao hospital devido a insolações.

https://observador.pt/2026/09/05/la-pandera-trouxe-uma-surpresa-novo-murro-de-enric-e-o-melhor-joao-brenner-ganhou-mas-passou-os-dois-minutos-de-vantagem-e-almeida-em-10o/

“Estamos a lutar mais contra o calor do que contra a competição ou o percurso. É uma pena que tenha chegado a este ponto. No início não foi assim tão mau. Estava húmido, mas já estamos habituados a isso. As últimas duas horas… Cada descida que fazíamos parecia que estávamos a entrar numa sauna. Foi uma loucura completa. Fiquei sem água nos dois bidons logo no topo da primeira subida. Depois de 1h30, comecei a sentir-me um pouco tonto. Fui até ao carro, despejei água gelada na cabeça e bebi uma garrafa. Depois disso, felizmente, as coisas melhoraram, mas estávamos realmente no limite. Está a tornar-se perigoso. Podes dizer que nós, como ciclistas, temos de nos preparar para isto. Todos nós treinamos para o calor e, mesmo assim, as imagens falam por si só”, acrescentou o belga.

“Foi uma estratégia perfeita da equipa. Acho que executámo-la na perfeição. Mantivemos a fuga entre quatro e seis minutos, tínhamos dois ciclistas [Pablo Castrillo e Raúl García Pierna] na frente. Sabíamos que era uma boa subida para o Felix [Gall] e para o Primoz [Roglic], mas confiava nos meus dois companheiros. Tentámos e, no final, correu muito bem. Quase fiquei para trás [quando o García Pierna acelerou na reta final]. Estava assim no limite e ele é um ciclista fortíssimo. Estava a dar tudo. Ele viu que o Primoz estava a ficar para trás, por isso fomos a todo o gás até à meta”, explicou o camisola vermelha.

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Fruto do calor, a organização voltou a tomar medidas e, pela primeira vez nesta edição da Volta a Espanha, encurtou uma etapa, reduzindo a última da segunda semana em aproximadamente 70 quilómetros, para 110,2 quilómetros, o que fez com que a partida acontecesse mais tarde. Assim, a ligação entre Palma del Río e Córdoba contou com 1.850 metros de desnível positivo acumulado, mantendo-se as duas subidas de terceira categoria, o Puerto de la Forestal (6,7 km a 4,1%) e o Puerto Artafi (5,9 km a 5,5%). O final favorecia mais um sprint em massa, com a Visma-Lease a Bike a partir na pole position.

O encurtamento da etapa trouxe muitos ataques no início, mas a fuga que acabou por vingar foi composta por 11 corredores, com destaque para Ivo Oliveira, Ethan Hayter (Soudal Quick-Step) e Andreas Leknessund (Uno-X Mobility). Com os termómetros de novo perto dos 40ºC, Richard Carapaz (EF Education-EasyPost) foi o primeiro candidato a precisar de trocar de bicicleta na fase inicial, reentrando sem problemas de maior. O mesmo aconteceu com Primoz Roglic (Red Bull-Bora-hansgrohe) depois da primeira contagem de montanha, numa fase em que o pelotão se cortou, mas o esloveno reentrou sem o apoio dos colegas. No início de Artafi, Xabier Azparren (Pinarello Q36.5), Leknessund, Fabian Weiss (Tudor) e Reuben Thompson (Lotto Intermarché) atacaram na dianteira, partindo o grupo.

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Na mesma subida, Bryan Coquard (Cofidis) perdeu o contacto com o pelotão por falta de água e não voltou a reentrar, dado que a sua equipa já não tinha ninguém no grupo. O norueguês acabou por ficar sozinho na frente, mas rapidamente ganhou a companhia de Ramses Debruyne (Alpecin-Premier Tech), Wout van Aert (Visma), Alessandro Romele (XDS Astana) e Thibau Nys (Lidl-Trek), que fizeram a ponte para a frente depois de a Visma ter dizimado o pelotão, ao ponto de Mas ter ficado sem companheiros. A 25 quilómetros da meta, Debruyne desferiu o primeiro ataque, foi alcançado e Van Aert respondeu sem sucesso. A 3,5 quilómetros foi a vez de Nys acelerar com Debruyne, mas o belga voltou a fechar o espaço. Leknessund contra-atacou duas vezes e o líder dos pontos voltou a anular os ataques.

Na reta da meta, Leknessund voltou a tentar a 600 metros, Van Aert respondeu, Nys lançou o sprint, mas o camisola verde voltou a mostrar toda a sua ponta final e somou a sua segunda vitória nesta Volta a Espanha. Romele ainda bateu o belga da Lidl na luta pelo segundo lugar, ao passo que, no segundo grupo, Ivo Oliveira intrometeu-se na luta e terminou no décimo lugar da etapa, a 58 segundos. O pelotão acabou por chegar sem diferenças e já com a Movistar recomposta, a 2.44 minutos de Van Aert.

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