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(A) :: O ponto no final que não apaga vários pontos de interrogação: Miguel Oliveira fecha fim de semana no 15.º lugar em Magny-Cours

O ponto no final que não apaga vários pontos de interrogação: Miguel Oliveira fecha fim de semana no 15.º lugar em Magny-Cours

Após ter fechado a corrida superpole em 12.º, Miguel Oliveira voltou a mostrar que as duas BMW estavam a anos luz da concorrência em França e não foi além de uma 15.ª posição na corrida 2 em França.

Bruno Roseiro
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“Ao longo da minha carreira, aprendi que o sucesso se constrói com base na coragem de enfrentar novos desafios e no compromisso para continuar a evoluir. Prolongar a minha jornada com a BMW é o reflexo da confiança que construímos juntos e da nossa ambição partilhada para o futuro. Entendo a responsabilidade associada a representar uma marca tão icónica e estou totalmente comprometido em dar tudo dentro e fora de pista. Estabelecemos as bases esta época, mas acredito que o melhor ainda está por vir. Estou empolgado por continuar esta jornada e construir algo de que nos podemos orgulhar”, dizia Miguel Oliveira. “Estamos muito satisfeitos por continuar a parceria com o Miguel nos próximos anos. Adaptou-se muito rapidamente ao nosso projeto nas Superbikes e tornou-se uma parte importante da equipa, dentro e fora da pista”, assegurava Sven Blusch, principal responsável da equipa da BMW Motorrad Motorsport.

A grande notícia da semana acabou por ser a renovação de contrato do português com a equipa que passou a representar desde que deixou o MotoGP, naquilo que parecia ser uma história sem entraves. Mais: numa fase em que se especula muito sobre a saída de Danilo Petrucci da equipa, com a possibilidade de Brad Binder, que já foi companheiro do Falcão na KTM de fábrica, o número 88 estava confirmado para o Mundial de 2027. Questão: a moto. E foi aí que chegaram – ou continuaram – os problemas, com a sétima posição nos tempos acumulados nos treinos de sexta-feira a valerem mais pelo resultado do que pelas sensações deixadas, algo que se viria a confirmar da pior forma nas saídas de pista de Miguel Oliveira este sábado.

“Para ser honesto, neste campeonato a diferença parece ser maior. Quando estava em MotoGP senti dificuldades e não era competitivo em algumas áreas, mas de alguma forma a diferença ia sendo menor. É desafiante quando tens de pilotar uma moto em que tens de usar as tuas capacidades sem cometer qualquer erro. É difícil de pilotar, essa é a verdade”, explicara o português sobre este ano 1 na BMW, comparando os desafios que tem atravessado em 2026 e aquilo que viveu quando fez a estreia com a Yamaha no MotoGP.

“Gostaria de uma moto que fosse mais amigável, mais fácil de pilotar. Precisamos de elevar o patamar e ser rápidos. Encontrar algumas décimas não é suficiente, precisamos de muitas décimas por volta. Os nossos rivais estão um grande passo à nossa frente em algumas áreas. Um dos fatores fundamentais é fazer com que a BMW se comporte melhor. Quanto mais aberta a curva, vamos mais rápido, por isso é apenas uma questão de conseguir gerir melhor. Essa é uma área em que estamos a perder muito terreno, tudo o resto vem por arrasto. Precisamos de trabalhar em muitas áreas mas a diferença nessas partes não é tão grande”, tinha também referido após as sessões de sexta-feira, com esperança de que pudesse fazer desaparecer, ou pelo menos diminuir, esse gap em relação às formações mais rápidas. Não funcionou.

Após uma sessão de qualificação em que não foi além do 18.º lugar na grelha, muito atrás da concorrência (e uma posição atrasado em relação ao companheiro, Danilo Petrucci), Miguel Oliveira teve uma corrida 1 em Magny-Cours para esquecer, acabando por desistir na sequência de uma queda logo na quinta volta, numa corrida que voltou a ser dominada pela Ducati na “ordem” do costume: Nicolò Bulega, Iker Lecuona e Sam Lowes. Agora, com as expetativas mais baixas face a tudo o que falhou no sábado, o português procurava a redenção que permitisse voltar a pontuar, como aconteceu duas vezes na Grã-Bretanha e outras tantas antes em Misano (neste caso com dois top 10). E os primeiros sinais viriam da corrida superpole, de manhã.

Não foram tão negativos, também estiveram longe de ser positivos: Miguel Oliveira não foi além de um 12.º lugar na corrida superpole, falhando os pontos tal como Daniel Petrucci e mostrando que a BMW chegou a França a anos luz das outras equipas. Foi isso também que se confirmou na corrida 2: apesar de ter acabado a corrida na 13.ª posição por força de uma bandeira vermelha a duas voltas do fim, o português foi forçado a cumprir uma volta longa e desceu para o 15.º posto, saindo de Magny-Courts com apenas um pontos numa corrida que voltou a ser dominada pelas Ducati, com Bulega, Lecuona e agora Yari Montella no pódio.