Ao décimo jogo da temporada, o Benfica chegou aos 33 golos. Na visita à Madeira para reencontrar o Marítimo três anos depois, as águias continuaram com a veia goleadora que têm mostrado com Marco Silva e saíram do Funchal com os três pontos no bolso e mais uma exibição convincente, ainda que o início da segunda parte tenha trazido o melhor período dos maritimistas que, ainda assim, foram incapazes de rematar à baliza de Samu Soares. Nessa fase, depois do forte início com direito a golo de Leandro Barreiro, Gianluca Prestianni e Andreas Schjelderup deslumbraram e criaram o segundo golo do luxemburguês, que já tinha bisado frente ao Auckland City, no Mundial de Clubes, e feito um hat-trick contra o Famalicão.
https://observador.pt/2026/09/05/gianluca-e-a-perola-que-descobre-o-caminho-para-os-barreiros-quando-o-benfica-tem-de-ser-o-benfica-a-cronica-do-maritimo-benfica/
No final, o extremo argentino marcou o golo que levantou os Barreiros, com uma grande arrancada e um remate em arco, e sentenciou a vitória lisboeta (0-3). Olhando aos números, o Benfica somou a segunda vitória fora de portas neste Campeonato Nacional, tendo agora dez golos marcados e nenhum sofrido. Por outro lado, nos últimos cinco jogos contra o Marítimo, os vermelhos e brancos marcaram 19 golos e sofreram apenas um. Com mais um golo a abrir, a equipa de Marco Silva leva agora três jornadas a faturar nos primeiros dez minutos, com o tento de Barreiro (7′) a juntar-se aos que foram feitos com o Académico de Viseu (10′) e o Casa Pia (2′). Este jogo permitiu ainda as estreias de Jakub Kaminski e Alessandro Circati na Primeira Liga, com o central a tornar-se no décimo australiano a jogar no principal escalão.
“Entrámos muito bem, a fazer o que foi planeado num campo horrível para se jogar futebol. É quase impossível jogar. Houve um grande ambiente no estádio, dos nossos adeptos e dos adeptos do Marítimo, mas infelizmente o relvado não dava para jogar futebol. Não tem nada a ver com o Marítimo, mas com a Liga e a Federação. Desculpem a ignorância neste caso, mas em pleno início de Campeonato isto não faz bem ao futebol português. Como ganhámos o jogo não soa a desculpa. Se queremos que o nosso Campeonato atinja outro nível, é preciso haver condições para jogar futebol”, começou por criticar Silva à SportTV.
https://twitter.com/xLP_oficial/status/2096313642228556052?s=20
“Foi uma boa entrada da nossa equipa, como queríamos, a dominar o adversário. Fizemos o golo. Estivemos muito bem até à lesão do Bah. Depois o Marítimo alterou um pouco a pressão e só tínhamos de fazer a bola andar mais rápido. Começámos a dividir muito o jogo e a perder bolas em fase de construção, por culpa nossa. Não me lembro de uma ocasião de golo do Marítimo. Ao intervalo alterámos um pouco. O jogo terminou a partir do momento em que lançámos o Circati e o Schjelderup, que teve um impacto grande. A partir daí estabilizámos. O segundo golo ajudou e ainda fizemos mais um excelente golo, do Prestianni. Kaminski? Tem a ver com o plano de jogo que tínhamos. Optámos por dar jogo ao Banjaqui [na equipa B] depois da lesão. Vamos precisar dele ao maior nível. Podíamos ser mais conservadores, mas isso alteraria o nosso plano estratégico”, explicou.