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Os ajustes de contas eram dos dois lados, mas só um ficou com tudo saldado: Sporting vence Benfica e conquista Supertaça

Em Vila do Conde e com direito a prolongamento, o Sporting venceu o Benfica e conquistou a Supertaça de futsal pela 13.ª vez, vingando as desilusões no Campeonato e na Taça na época passada (2-3).

Mariana Fernandes
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Dizer que um Sporting-Benfica ou um Benfica-Sporting é o melhor jogo de futsal do mundo não é propriamente um exagero — é praticamente um facto. Tal como tantas vezes tem acontecido ao longo dos últimos anos, leões e encarnados voltavam a encontrar-se este sábado para disputar um troféu. Ou seja, o campeão europeu e o campeão nacional voltavam a encontrar-se este sábado para disputar um troféu.

No Pavilhão de Desportos de Vila do Conde, Sporting e Benfica arrancavam a temporada com a Supertaça e tinham muitos ajustes de contas por resolver. Por um lado, os leões procuravam voltar a vencer os encarnados depois de na época passada terem perdido Campeonato e Taça de Portugal, num ano pouco conseguido a nível interno que acabou por ser mascarado pela conquista da Liga dos Campeões. Por outro lado, os encarnados procuravam vingar a goleada sofrida perante os leões na Supertaça de há um ano e equilibrar o palmarés da competição com o 10.º troféu, já que os rivais são recordistas com 12.

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“Na minha humilde opinião, é o melhor jogo do planeta. Jogar com um segundo de tempo para tomar uma decisão é para poucos e estes jogadores competem no limite durante os 40 minutos. A equipa do Sporting é muito completa e quantas equipas completas existem realmente no mundo? Isto desafia-nos e é muito gratificante, porque aprendemos muito”, explicou Cassiano Klein, treinador do Benfica.

“Quem diz que os nossos jogadores não são tão bem jogados… Que consigam jogar com a intensidade e a pressão de Sporting e Benfica. Que tenham a bola durante 50 segundos, que façam das coisas, para ver se são capazes. Se não é mais bem jogado é porque a pressão é alta e isso tem muito a ver com aquilo que o adversário permite. Há surpresas em todos os jogos e isso faz parte do nosso trabalho”, respondeu Nuno Dias, técnico do Sporting, naquele que era também o primeiro jogo dos leões sem João Matos, o mítico capitão que acabou a carreira no fim da época passada.

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Em Vila do Conde, já depois de o Benfica ter conquistado a Supertaça feminina ao vencer o Nun’Álvares horas antes, o dérbi até demorou muito mais do que o normal a ter golos. Tomás Paçó teve a primeira oportunidade, acertando no poste logo nos instantes iniciais (3′), e Rúben Góis respondeu com um pontapé que Bernardo Paçó defendeu (6′) — mas os encarnados geriram o jogo com pinças praticamente desde o início, já que fizeram quatro faltas em cinco minutos e viram Kutchy receber um cartão amarelo no mesmo período.

Os leões conseguiram abrir o marcador já perto do fim da primeira parte, por intermédio de Tomás Paçó e na sequência de uma perda de bola em zona proibida (16′), mas a resposta dos encarnados não demorou e Afonso Jesus, num lance que ainda foi analisado pelo VAR por potencial falta de Rúben Góis, rematou forte para empatar (19′). Ao intervalo, Sporting e Benfica estavam empatados na Supertaça de futsal.

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Já na segunda parte, Arthur desperdiçou uma oportunidade clamorosa para dar vantagem aos encarnados, atirando ao lado com a baliza praticamente aberta (24′), e Rúben Teixeira fez praticamente o mesmo do outro lado (26′). Carlos Monteiro conseguiu mesmo marcar num lance muito confuso, com o VAR a acabar por anular o golo do Benfica por considerar que o jogador tocou a bola com a mão, e Felipe Rufino falhou o golo do Sporting ao falhar o alvo (36′). No fim dos 40 minutos, estava tudo empatado e a Supertaça seguiu mesmo para prolongamento. 

Nos 10 minutos extra, os encarnados chegaram à quinta falta logo nos instantes iniciais e acabaram por condicionar a abordagem ao jogo. Pouco depois, o guarda-redes André Correia cometeu um erro inexplicável no meio-campo contrário, perdeu a bola e permitiu o golo de Wesley, que atirou de longe para a baliza deserta (44′). Logo a seguir, na sequência de uma boa jogada coletiva, Filipe Valério finalizou e aumentou a vantagem mesmo à beira do intervalo (45′).

Logo no arranque da segunda parte do prolongamento, Pany Varela ainda reduziu com um grande remate de fora de área (47′), mas o resultado já não se inverteu. O Sporting venceu o Benfica em Vila do Conde para revalidar a Supertaça (2-3), chegar aos 13 troféus na competição e vingar o Campeonato e a Taça de Portugal da época passada no arranque da nova temporada.