A Temporada Gulbenkian Música 2026-2027 tem início este sábado, com um concerto ao ar livre da Orquestra Gulbenkian, no Vale do Silêncio, em Lisboa, com obras de Gershwin, Puccini, Bizet, Weber, Verdi, Dvorák e Falla, dirigidas pela maestrina Alena Hron.
Até junho de 2027, a temporada vai somar mais de 120 concertos e apresentar quatro obras em estreia.
Os pianistas Evgeny Kissin e András Schiff, num concerto a quatro mãos, o barítono Matthias Goerne, o projeto “Humanity in War”, com Thomas Quasthoff, estão entre os protagonistas da programação, assim como, nos diferentes ciclos, os pianistas Grigory Sokolov, Daniil Trifonov, Beatrice Rana, Víkingur Ólafsson, Benjamin Grosvenor, Igor Levit e Javier Perianes, que se apresentará em trio com o violoncelista Jean-Guihen Queyras e a violista Tabea Zimmermann. Entre os grandes intérpretes estão também as orquestras Il Pomo d’Oro e a Apollo’s Fire.
Os primeiros concertos no Grande Auditório, na sede da fundação, em Lisboa, realizam-se na próxima semana, nos dias 09 a 12, dedicados ao compositor húngaro György Kurtág e à franco-norte-americana Betsy Jolas, assinalando os seus centenários.
Na primeira temporada organizada pelo novo diretor do Serviço de Música, Fredrik Andersson, destacam-se quatro estreias: “O Que Fica”, de Hawar Tawfiq, “Celebration”, de Carlos Caires, “Deste mund’outro”, de Andreia Pinto Correia, e “The Strangest Sea”, obra encomendada ao finlandês Sebastian Fagerlund, no âmbito do 70.º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian, que se assinala este ano.
Ao longo da temporada, a Orquestra Gulbenkian será dirigida pelo seu maestro titular, Hannu Lintu, em 20 concertos, com programas que incluem, entre outras obras, a ópera-oratória “Édipo Rei”, de Stravinsky, a 4.ª Sinfonia de Tchaikovsky, a 9.ª Sinfonia de Bruckner, a Sinfonia “Dante”, de Liszt, e a 4.ª Sinfonia de Joly Braga Santos.
Entre outros maestros a dirigir a orquestra, contam-se Lorenzo Viotti, anterior titular, Luca Guglielmi, Agata Zajac, Charlotte Corderoy, Corinna Niemeyer, Izabele Jankauskaite, Joana Carneiro, Tabita Berglund e Domingo Hindoyan, que se estreia na Gulbenkian com o Concerto de Ano Novo.
A maestrina Martina Batic, titular do Coro Gulbenkian, terá a seu cargo os Concertos de Natal e da Páscoa e dirigirá três programas com obras dos compositores portugueses Andreia Pinto Correia, Eurico Carrapatoso, Fernando Lopes-Graça, Braga Santos e Luís Tinoco.
Nos 70 anos da Gulbenkian, a atualidade não escapa à programação. Nesta linha, o Trio Amatis vai apresentar o projeto “Humanity in War”, que intercala peças musicais com a leitura de cartas e diários de guerra, pelo cantor Thomas Quasthoff.
A programação inclui também o “War Requiem”, de Benjamin Britten, obra estreada há 64 anos, que assinalou o reerguer da Catedral de Coventry, destruída na II Guerra Mundial, e ainda o espetáculo “Ma_Jara”, que junta o Quarteto Béla a músicos do Médio Oriente.
No ciclo Músicas do Mundo constam o Ensemble Sonico, em repertório de Eduardo Rovira; a música tradicional sul-coreana de Ha Suyean e Hwang Hyeyoung; os portugueses Danças Ocultas e o espetáculo “Flúmen”; o Canzoniere Grecanico Salentino, de Itália; o Quarteto Béla e o Duo Sabil; e a música clássica persa pelos ensembles Sepidar e Constantinople.
O Grande Auditório recebe ainda o cine-concerto “Indiana Jones e os Salteadores da Arca Perdida”, de Spielberg, com a banda sonora de John Williams interpretada ao vivo pela Orquestra Gulbenkian, dirigida por Anthony Gabriele. E no âmbito dos Concertos Participativos, vai ouvir-se a ópera-oratória “El Niño”, de John Adams, sob a direção de Joana Carneiro.
Os Concertos de Domingo, os recitais dos Solistas e o programa “Rising Stars” da European Concert Hall Organization — que este ano inclui os portugueses Camila Mandillo, soprano, e o pianista Filipe Gaio Pereira — também fazem parte da programação que pode ser consultada no ‘site’ Gulbenkian Música.