Repetiu-se a final, pela terceira edição consecutiva. Como seria de esperar, Barcelona e Sporting carimbaram o passaporte para a final da Supertaça Ibérica que, até ver, tem sido amplamente dominada pelos catalães. Nas meias-finais, o campeão espanhol e da Europa bateu o FC Porto num jogo que acabou por ser equilibrado e de partes distintas, mantendo-se como favorito na corrida pelo penta (39-37). Pouco depois foi a vez do campeão nacional subir à quadra do Instituto Ferial de Vigo diante do Bidasoa Irun, num duelo em que o finalista vencido da Taça do Rei deu luta na primeira parte, mas os leões levaram a melhor com uma segunda parte de luxo (31-29).
https://observador.pt/2026/09/04/uma-segunda-parte-azul-e-branca-nao-fez-esquecer-um-primeiro-tempo-blaugrana-fc-porto-eliminado-da-supertaca-iberica-pelo-barcelona/
“Jogámos encontros particulares, depois a Supertaça frente ao Benfica e depois tivemos dois jogos que ganhámos por larga diferença no Campeonato e há que ‘despertar’. A final de amanhã [sábado] será de muita intensidade, mas não com a intensidade com que entrámos no jogo de hoje [sexta-feira]. É bom ter estas sensações e meter a equipa no carril em que queremos entrar. Vamos para o jogo com o desejo de fazer um bom jogo e de ganhar. Sabemos da dificuldade que é, mas são 60 minutos e aqui estaremos para lutar. Não diria que foi uma vitória sofrida. Esperávamos um jogo duro. Defrontar em Espanha uma equipa espanhola, uma equipa que chegou à final da Taça frente ao Barcelona e que leva muitos anos a jogar na Europa, não nos ia ‘oferecer’ o jogo. Estou de acordo que teríamos de fazer um pouco mais na primeira parte, mas estou contente com a resposta dos meus jogadores e com a passagem à final”, revelou Ricardo Costa depois da meia-final.
https://twitter.com/RFEBalonmano/status/2096131220094480452?s=20
Já depois de os dragões terem garantido a medalha de bronze (32-25), o Sporting começou com a posse de bola e inaugurou o marcador por Martim Costa, mas o jogo acabou por virar depois de dez minutos de equilíbrio, com Timothey N’Guessan a dar aos catalães a primeira vantagem de dois golos (9-7). Ainda assim, os leões reagiram e empataram por Salvador Salvador (15′), mas dois golos de Djordje Cikusa voltaram a balançar o marcador (16-13). Na parte final da primeira metade, Martim voltou a assumir a batuta e colocou a diferença em apenas um golo no último segundo (19-18).
https://twitter.com/RFEBalonmano/status/2096317761458688268?s=20
A etapa complementar começou com o Barcelona por cima e Ian Barrufet expulso depois de ter puxado o braço de Francisco Costa no momento do remate (4′), mas o campeão nacional voltou a quebrar depois de Ricardo Costa ter solicitado a sua pausa técnica. A partir daí, o Sporting fez apenas um golo em seis minutos e o Barcelona chegou à vantagem de seis golos (31-25). O jogo voltou a animar nos últimos cinco minutos, quando Mamadou Gassama e Emil Berlin colocaram a distância nos três golos (36-33). Terminada a partida, o Barcelona conquistou a Supertaça Ibérica pela quinta vez e continua a dominar a competição que substituiu a Supertaça de Espanha (39-34).
https://twitter.com/FCBhandbol/status/2096329968334573645?s=20