O Governo aprovou, em Conselho de Ministros, um apoio aos vitivinicultores da região do Douro. Um apoio de 12 milhões para quem na campanha não consiga escoar a sua produção. A ideia é não manter um sistema que levaria as uvas da videira a um processo de destilação, tendo como consequência a sobrecarga da destilação. O modelo anterior estava a gerar custos de retirar, transportar e tratar uvas que o mercado de destilação poderia não precisar”. Assim o apoio servirá para os viticultores deixarem a uva nas vinhas.
Anteriormente o Governo pagava 50 cêntimos por quilo de uva para a encaminhar para destilação. Agora pagará 50 cêntimos por quilo para não ser apanhada.
“É uma solução pontual para este ano, diferente da dos anos anteriores, com soluções de apoio para a destilação. Aqui é um apoio para o não escoamento da produção, mas é tomada já a decisão para o futuro que a solução para a região do Douro tem de ser estrutural, com a criação de um fundo permanente que procure ajudar a gerir estas flutuações e dificuldades no mercado”, anunciou António Leitão Amaro, ministro da Presidência, na conferência de imprensa após a reunião de Conselho de Ministros.
No Douro, em específico, porque tem “características únicas em relação à paisagem onde é realizada e torna muito mais difícil a substituição por outra cultura”. Os produtos desta região têm, por isso, dificuldades especiais.
Leitão Amaro especificou que a medida é acompanhada pelo lançamento de uma linha de crédito de 100 milhões de euros para as cooperativas.