Os cidadãos britânicos estão a ser aconselhados a manter reservas de água e alimentos suficientes para que possam subsistir durante vários dias sem abastecimento de água ou energia elétrica, reporta o jornal The Guardian. Esta quinta-feira, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) falou numa probabilidade “excecionalmente elevada, próxima dos 100%” de persistência do fenómeno durante os próximos meses, podendo estender-se até fevereiro de 2027.
Especialistas em meteorologia preveem aquele que poderá ser o maior El Niño dos últimos mil anos, antecipando incêndios florestais e inundações devastadoras em diversas regiões do planeta, além de um inverno marcado por fortes tempestades e chuva intensa no Reino Unido.
Numa altura em que o executivo britânico prepara uma campanha pública de consciencialização para emergências nacionais, a secretária do Ambiente, Angela Eagle, sublinhou ao jornal The Guardian que a perspetiva de um inverno rigoroso reforça a necessidade de ter reservas em casa.
“Estamos prestes a enfrentar, muito provavelmente, o maior El Niño de que há registo. Isso traduzir-se-á em verões mais secos, invernos mais chuvosos e tempestades cada vez mais violentas no nosso país”, declarou a governante. “Na Ásia, o impacto será ainda mais destrutivo devido às inundações, pelo que devemos encarar esta ameaça com máxima gravidade. Quem dispuser de uma reserva de alimentos para resistir até à chegada dos serviços de socorro estará numa posição muito mais segura. Trata-se de uma questão elementar de preparação e resiliência”, concluiu.
O El Niño é um fenómeno climático global natural e cíclico, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico na sua região equatorial (especialmente perto da costa do Peru e do Equador). Este aquecimento altera a circulação dos ventos e muda drasticamente os padrões de chuva e temperatura em todo o planeta, aumentando a probabilidade de secas, cheias, ondas de calor e outras ocorrências meteorológicas extremas em diferentes regiões do planeta.
[De regresso a Portugal, Carvalhão Gil garante que não se vendeu aos russos e que nem sequer sabia que o homem com quem foi detido trabalhava para o SVR. Para ele, era só um “parceiro de negócios”. Mas as buscas às casas do espião contam uma história diferente: a PJ encontra milhares de euros escondidos em casacos, gavetas e envelopes; dezenas de documentos secretos espalhados pelas várias divisões; e até um revólver dissimulado numa estante. Já está disponível o quinto episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor”. Pode ouvir no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]