Um jovem marroquino migrante de 17 anos morreu esta quinta-feira num centro de acolhimento para menores em Ceuta, que é gerido pelo Governo de Ceuta, reporta a imprensa espanhola. O menor sofria de diabetes tipo I e morreu devido a uma hipoglicemia, escreve o El País, citando fontes do Ministério da Saúde.
A chamada para o 112 terá sido feita às 7h05 e a Unidade de Emergência Médica chegou às 7h13, segundo as mesmas fontes. O jovem terá sido encontrado sem vida no seu quarto, onde vivia com outros três rapazes. O jornal local El Faro de Ceuta refere que foi um desses colegas que o encontraram de manhã e, ao não conseguir acordá-lo, procurou os educadores do centro.
Os serviços de saúde deslocaram-se ao centro e o corpo foi retirado do local para a realização de uma autópsia que determinará a causa da morte.
Segundo informações divulgadas pelo jornal local, o menor chegou a Ceuta a nado no passado dia 30 de junho, e foi entregue à Área de Menores da Cidade Autónoma, que gere o centro de acolhimento. São 1.478 os menores que se encontram nestes centros dependentes do sistema de proteção de Ceuta, de acordo com os números apresentados esta segunda-feira pela ministra da Juventude e da Infância, Sira Rego, perante o Congresso, citada pelo jornal El Mundo. Além destes, 1.200 ainda aguardam o registo.
Segundo o El País, Ceuta tem uma capacidade oficial para acolher 30 menores migrantes não acompanhados. Com a crise migratória dos dias 30 e 31 de julho, chegaram à cidade cerca de 4 mil crianças, segundo estimativas municipais.
Muitos dos jovens, entre os quais crianças, continuam nas ruas, numa cidade que continua sem conseguir dar resposta à situação. Várias associações de moradores, nos bairros de El Príncipe e Sibi Embarek, abriram centros desportivos no início de agosto para lhes dar abrigo.
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