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Pela primeira vez, há mais crianças em casas-abrigo para vítimas de violência doméstica do que mulheres

É a primeira vez que o número de crianças é a maior fatia de vítimas acolhidas por situações de violência doméstica.

Mariana Lima Cunha
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É a primeira vez que acontece: nos dois primeiros trimestres deste ano, o número de crianças em casas-abrigo ou noutros espaços de acolhimento foi maior do que o número de mulheres no mesmo espaço.

Como noticia o Expresso, a partir de dados da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, entre janeiro e março estavam na Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica 1383 pessoas, entre elas 678 mulheres, 684 crianças e 21 homens, registando-se pela primeira vez esta mudança na proporção de crianças e mulheres.

Depois, entre abril e junho, a mesma dinâmica, com um total de 1390 pessoas — 681 mulheres, 688 crianças e 21 homens. O jornal acrescenta que, dos sete mil casos de violência doméstica contabilizados pela GNR, 1181 envolveram crianças.

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