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Trump garante munições "quase ilimitadas" para guerra com o Irão e acusa críticos de "traição"

Seis meses depois do início do conflito, o Presidente norte-americano diz que os EUA acumulam produção recorde e retomam em breve vendas de armamento a aliados.

Agência Lusa
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O Presidente norte-americano afirmou esta quinta-feira que os Estados Unidos têm munições de médio e longo alcance “quase ilimitadas” para continuar a guerra contra o Irão, estando a reter a produção, mas retomarão em breve as vendas aos aliados.

“Para a escumalha traiçoeira que se recusa a relatar com precisão a nossa operação militar no Irão: temos quantidades quase ilimitadas de munições de médio e longo alcance, muito mais do que poderíamos usar nesta ou em qualquer outra guerra”, declarou Donald Trump na sua rede social, Truth Social.

Segundo o chefe de Estado norte-americano, o país está a produzir a “níveis nunca vistos” e a acumular a produção para eventuais contingências.

“Estamos a reservá-las para nós, para os Estados Unidos, ao invés de vendê-las a outros, embora as vendas aos aliados comecem novamente em breve”, indicou.

O inquilino da Casa Branca acusou o anterior Governo, do democrata Joe Biden, de ter dado à Ucrânia “sem qualquer custo” muito mais munições do que as que estão a ser utilizadas na atual guerra norte-americana contra o Irão.

“Centenas de milhares de milhões de dólares foram gratuitamente entregues à Ucrânia e à NATO — dinheiro que a Europa teria pagado, se se lhe tivesse pedido — mas vamos recuperar esse dinheiro, embora com algum atraso”, acrescentou.

Numa publicação anterior na sua conta da Truth Social, Trump afiançou que “as pessoas e os ‘media’ que insistem em afirmar” que os Estados Unidos não têm munições estão “completamente enganados!”.

“Na verdade, estão a cometer traição. Fazem-no porque preferem ver os Estados Unidos perder uma guerra que estamos a ganhar facilmente do que verem-me ganhar”, declarou.

Iniciada a 28 de fevereiro, com uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos com Israel, a guerra com o Irão intensificou-se nos últimos dias, quando estão recém-completados seis meses de conflito, com os bombardeamentos norte-americanos mais intensos em mais de um mês, contra cinco províncias iranianas, fazendo quase 20 mortos.