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(A) :: Zelensky espera enviados de Trump em Kiev "nos próximos dias" para relançar negociações de paz na Ucrânia

Zelensky espera enviados de Trump em Kiev "nos próximos dias" para relançar negociações de paz na Ucrânia

Zelensky disse ter "datas preliminares" para reunir com Witkoff e Kushner, que já visitaram Moscovo várias vezes mas nunca Kiev desde o regresso de Trump.

Agência Lusa
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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta quinta-feira esperar uma visita a Kiev dos enviados do Presidente norte-americano, Donald Trump, nos “próximos dias” como parte dos esforços de mediação dos Estados Unidos (EUA) para encontrar uma saída à guerra.

“Estamos à espera que os enviados do Presidente dos EUA venham a Kiev. Recebemos confirmação deles: irão realizar reuniões em Moscovo e Kiev. Esperamos uma reunião nos próximos dias”, disse Zelensky, no seu discurso diário, citado pela agência France-Presse (AFP).

O líder ucraniano revelou que “datas preliminares” para esta reunião foram definidas, sem as revelar.

“Isto é muito importante. É importante que a América continue ativa” neste trabalho diplomático, acrescentou Zelensky.

No final de julho, o Presidente ucraniano falou por telefone com os emissários de Donald Trump — Steve Witkoff e Jared Kushner — com o objetivo de “revitalizar a diplomacia”.

A confirmar-se, seria a primeira visita a Kiev de Witkoff e Kushner desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, e o início das conversações da sua administração para tentar encontrar uma saída ao conflito.

Steve Witkoff e Jared Kushner já visitaram Moscovo várias vezes como parte destas negociações, mas os esforços para travar a guerra desencadeada pela invasão russa em 2022 ainda não conduziram a um avanço diplomático.

Também têm passado para segundo plano na agenda de Washington desde o início da guerra no Médio Oriente em fevereiro deste ano.

A Ucrânia e os EUA ofereceram ao Presidente russo, Vladimir Putin, uma reunião a três com Zelensky e Trump para discutir, ao mais alto nível, os termos em que a guerra pode terminar.

O Kremlin rejeita esta proposta por agora e não aceita um cessar-fogo imediato para dar impulso às negociações propostas por Kiev com o apoio de Washington.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).