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O Presidente russo e o primeiro-ministro arménio tiveram esta terça-feira uma tensa troca de palavras sobre a vontade de Erevã de candidatar o seu país à União Europeia, algo que Moscovo considera incompatível com a União Económica Eurasiática.
A União Económica Eurasiática é formada por países da ex-URSS.
Os dois responsáveis políticos encontraram-se na cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), no Quirguistão, na Ásia Central, pela primeira vez desde as eleições na Arménia que confirmaram a viragem do país do Cáucaso para o Ocidente.
O Presidente russo, Vladimir Putin, repetiu na ocasião a posição de Moscovo de que uma adesão da Arménia à União Europeia “cria certamente dificuldades para a manutenção do seu estatuto na União Económica Eurasiática”.
Putin voltou a apelar a Erevã para que submetesse a sua vontade de aderir à UE a um referendo “o mais rapidamente possível”.
“Temos de ajustar as nossas políticas comerciais e económicas em função destas possíveis decisões”, declarou o Presidente russo.
O Primeiro-Ministro arménio, Nikol Pashinian, respondeu que a adoção, no ano passado, de uma lei declarando oficialmente a intenção da Arménia de se candidatar à UE tornava um referendo desnecessário. E afirmou que era prematuro falar numa saída da Arménia da União Económica da Eurásia.
“A adoção de uma lei que inicia o processo para ingressar noutra organização económica equivale na prática a anunciar a retirada da nossa”, respondeu-lhe Putin.
Sob influência russa desde a conquista do Cáucaso pela Rússia no século XIX, a Arménia iniciou nos últimos meses uma mudança em direção aos Ocidentais impulsionada por Pashinian, cujo partido venceu as eleições legislativas em junho.
A ambição expressa do líder do Governo arménio de fazer entrar o seu país na UE criou um clima tenso nas relações entre Erevan e Moscovo, que retaliou com sanções contra a Arménia, da qual é o melhor parceiro comercial.
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