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Trinta anos depois, líder de gangue é declarado culpado pela morte de Tupac Shakur

Duane "Keefe D" Davis não disparou o gatilho, mas terá instigado o homicídio do rapper, que morreu em 1993 com quatro balas no corpo. Pelo crime de vingança, pode ser sentenciado com prisão perpétua.

Mariana Carvalho
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O líder de um gangue californiano, Duane “Keefe D” Davis, foi declarado culpado pela morte de Tupac Shakur, 30 anos após o homicídio extremamente mediático do rapper. A condenação do homem de 63 anos fechou um caso em curso há décadas, e o julgamento que durava há quase três semanas num tribunal de Las Vegas.

A acusação apresentou 25 testemunhas diante do juiz, provando algo que o próprio réu já havia confirmado num livro de memórias que escreveu em 2019: Davis não carregou no gatilho, mas esteve diretamente envolvido e instigou o atentado à vida de Tupac.

Um dos músicos de hip hop mais reconhecidos e celebrados de sempre, tinha apenas 25 anos quando morreu no hospital, após ser baleado quatro vezes no interior de um carro em Las Vegas. O óbito foi declarado dia 13 de setembro de 1996.

Segundo o The Guardian, o julgamento socorreu-se de oito horas de gravações da voz de Davis, nas quais o réu recordou os eventos daquela noite, 7 de setembro. O ataque ao rapper pretendeu vingar a agressão ao seu sobrinho, Orlando Anderson, que aconteceu no dia anterior — e na qual Tupac e o fundador da sua discográfica estiveram envolvidos.

Na noite de 7 de setembro, os tiros foram disparados de um Cadillac branco, quando o carro de Tupac aguardava a mudança de cor de um semáforo. No livro de memórias que escreveu — Compton Street Legend —, Davis afirmou estar dentro da viatura com uma arma de fogo. “Terem atacado o meu sobrinho deu-nos luz verde para fazermos alguma coisa com eles”, escreveu, em referência às lutas de gangues que realmente motivaram o homicídio.

O juiz do Tribunal Distrital de Clark, Carli Kierny, agendou a audiência para a deliberação da sentença de Davis para o próximo 13 de outubro. No estado de Nevada, onde o crime foi cometido, a pena para homicídio de primeiro grau pode variar entre 20 anos e prisão perpétua. Davis mostrou a intenção de recorrer do veredito da justiça.

Os procuradores não solicitaram a pena de morte — legal no Nevada — contra Davis e, após o veredito, desistiram voluntariamente dos seus esforços para agravar a condenação do homem sexagenário, pela participação num gangue organizado.

[O diretor do SIS entra na sala de audiências e recusa cumprimentar Frederico Carvalhão Gil, com quem trabalhou durante décadas. A traição do espião abalou profundamente o Estado português e Neiva da Cruz não lhe perdoa. Em tribunal, o espião defronta os antigos colegas do SIS. E, para se defender, ataca o sistema. Nunca vai admitir o crime de espionagem. O que não significa que não seja condenado por ele. Já pode ouvir o sexto e último episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor” no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube. Pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, o terceiro episódio aqui, o quarto aqui e o quinto aqui.]