Casa Pia, Aarhus, Aarhus outra vez e Estoril. O Benfica chegou esta segunda-feira à quarta vitória consecutiva entre Campeonato e Liga Europa, somando uma série vitoriosa interessante depois do empate com o Académico de Viseu em pleno Estádio da Luz no início de agosto. Com ainda um jogo em atraso na Liga, devido à jornada adiada pela eliminatória europeia, os encarnados levam agora sete pontos entre dois triunfos e uma igualdade.
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Contra o Estoril, no primeiro jogo a contar para o Campeonato com adeptos no Estádio da Luz depois do encontro à porta fechada precisamente com o Académico de Viseu, o Benfica dominou essencialmente na primeira parte e abriu o marcador ainda antes do intervalo por intermédio de Pavlidis. Na segunda, Lenglet aumentou a vantagem com um remate de longe — mas nada disso foi suficiente para evitar o imprevisível sofrimento da ponta final, já que o golo de Yanis Begraoui surpreendeu os encarnados e lançou alguma imprevisibilidade no resultado.
Pelo meio, João Palhinha estreou-se. O internacional português começou no banco, mas teve de entrar à meia-hora para substituir o lesionado Enzo Barrenechea e acabou por ser o melhor em campo, com vários desarmes cruciais e até uma boa oportunidade para marcar com um remate na área que Joel Robles defendeu. Depois do apito final, Palhinha estava naturalmente satisfeito com os primeiros minutos com a camisola do Benfica.
“Estes últimos minutos foram mais sofridos, mas isso não apaga a exibição coletiva que fizemos. A equipa está num excelente momento, há que puxar este ambiente e mantê-lo durante a temporada. Há muitos jogos, a equipa está a crescer, acho que isso é notório e estou feliz. É desfrutar, acima de tudo”, começou por dizer, comentando depois um lance específico em que celebrou efusivamente um desarme e foi acompanhado pelas bancadas do Estádio da Luz.
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“A relação que quero construir com os adeptos… Obviamente quero que seja especial. Vou dar sempre tudo. Sempre disse, a partir do momento em que assinei, que o compromisso que tenho com o clube é um compromisso que vou assumir com toda a força e vontade. Isto é só o começo, ainda tenho muito para mostrar, muito para conquistar, espero eu”, acrescentou.
Por fim, João Palhinha abordou a lesão de Enzo Barrenechea e sublinhou o peso do coletivo. “Acho que foi um pequeno infortúnio, mas felizmente não é nada de especial. Falei com ele assim que o jogo acabou e felizmente não é nada de especial. E isto é o coletivo, a equipa não é só de 11 jogadores, há muita qualidade no banco à espera para entrar. Miúdos com muita vontade, como o Gonçalo [Moreira] e o Anísio, que me têm surpreendido bastante nestes primeiros dias. Acho que temos muito potencial dentro de casa e miúdos com muita fome. Não só os miúdos, mas também toda a gente que está no banco. Precisamos desta competitividade, porque vamos ter muitos jogos ao longo da época. Todos juntos acredito que vamos conquistar coisas bonitas”, terminou.
Já Marco Silva, que reencontrou o clube onde terminou a carreira de jogador e começou a de treinador, também sublinhou a importância do resultado positivo. “Tentámos colocar o máximo de jogadores que podíamos na linha adversária. Fomos preparando durante a semana uma possível linha de cinco e até chegou a ser de seis na defesa. O Estoril tentou contrariar alguns movimentos nossos e foi conseguindo isso, precisámos de ter capacidade e paciência. O Estoril decidiu fazer isto e estávamos à espera, é importante a bola circular rápido. Encontrámos os jogadores por dentro em alguns momentos e criámos algumas situações”, começou por dizer, detalhando depois alguns pormenores da estratégia.
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“A chave estava no Dahl ser o terceiro homem no corredor esquerdo. A vitória é totalmente justa e acho que não há dúvidas para ninguém. Preferíamos que tivesse sido sem sofrer, mas o adversário faz dois remates. Tem sido esta a história, os adversários não criam nada e acabam por fazer golos quando vão à baliza. Não criámos tantas situações como temos criado, mas o Estoril não abdicou da organização que tinha mesmo com o 2-0 e jogou nos últimos 30 metros. Nessas alturas temos de evitar o risco e circular a bola de forma mais intensa para encontrarmos os espaços que queremos”, completou.
Mais à frente, o treinador encarnado falou sobre a estreia de João Palhinha. “Não era previsto jogar tanto tempo, até pelas boas exibições do Enzo. O João, apesar de não se ter notado tanto, vai melhorar muito fisicamente. Independentemente de me conhecer bem vai ter de melhorar muito. Conhecer melhor os caminhos, os colegas, a forma como nos vamos posicionar e para onde queremos levar o jogo. A próxima semana é boa para nós, porque depois começamos a jogar novamente de três em três dias. É uma estreia positiva e sentiu-se aquilo que pode dar”, defendeu, referindo ainda que olha para Gonçalo Moreira, que voltou a ter alguns minutos, como “terceiro médio ou segundo avançado” e não necessariamente um ala.
“Não é que o Estoril tenha criado alguma oportunidade após o 2-1, mas há sempre alguma ansiedade no estádio. Mas os adeptos tiveram uma reação à Benfica. Sentiram que o Estoril acreditou e fizeram com que os nossos acreditassem mais. Os adeptos fizeram a parte deles e bem, criaram esse ruído e envolvimento com a equipa. Sabem que há momentos em que vamos ganhar de forma confortável e outros, como hoje, que não foi de forma tão dilatada. Foram três pontos importantes e agora é descansar e preparar mais uma semana”, terminou.
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