As comissões de utentes dos concelhos de Almada e Seixal temem que a suspensão das interrupções voluntárias da gravidez no hospital de Almada passe de temporária a definitiva, denunciando a “opção de destruição do SNS por parte do Governo”.
Em meados de agosto, as comissões de utentes dos concelhos de Almada e Seixal, no distrito de Setúbal, já tinham denunciado a suspensão das interrupções voluntárias da gravidez (IVG) no Hospital Garcia de Orta (Almada), estando agora a ser garantidas por uma clínica privada em Lisboa. Na mesma altura, a Unidade Local de Saúde Almada e Seixal assegurou que a situação é temporária.
Em comunicado divulgado esta segunda-feira, as comissões de utentes divulgaram que reuniram com o Conselho de Administração (CA) da Unidade Local de Saúde Almada e Seixal sobre a suspensão da IVG, apontando que o CA reafirmou que a decisão está relacionada com a falta de recursos humanos “na esperança de que esta medida possa ser temporária”.
“Todos os custos serão suportados pelo Hospital Garcia de Orta. Tanto quanto nos foi dado saber, o percurso previsto, a realizar pelas mulheres até à realização da IVG, poderá ser objeto de alterações”, pode ler-se na nota.
Os utentes alertaram que a medida temporária “pode significar, como noutras situações, tornar-se definitiva”.
“É que os dinheiros públicos existem para financiar os negócios dos grupos económicos, nacionais e estrangeiros, mas não para o investimento no SNS, nomeadamente na resolução dos problemas laborais dos profissionais da saúde”, frisaram.
Denunciaram ainda “o caminho e a opção de fragilização, de esvaziamento e de destruição do SNS por parte do Governo”.
As comissões de utentes sublinharam ainda que rejeitam “a privatização da IVG” e que “tudo farão para a sua reintegração no SNS”.
De acordo com a mesma nota, durante a reunião com o CA os utentes abordaram “outros assuntos para garantir e melhorar o acesso dos utentes aos cuidados de saúde”.
[O diretor do SIS entra na sala de audiências e recusa cumprimentar Frederico Carvalhão Gil, com quem trabalhou durante décadas. A traição do espião abalou profundamente o Estado português e Neiva da Cruz não lhe perdoa. Em tribunal, o espião defronta os antigos colegas do SIS. E, para se defender, ataca o sistema. Nunca vai admitir o crime de espionagem. O que não significa que não seja condenado por ele. Já pode ouvir o sexto e último episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor” no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube. Pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, o terceiro episódio aqui, o quarto aqui e o quinto aqui.]