O secretário norte-americano do Tesouro, Scott Bessent, encontrou-se com o seu homólogo russo, Anton Siluanov, para debater o plano de paz de Trump para a Ucrânia. A reunião aconteceu à margem da cimeira dos ministros das Finanças e dos governadores dos bancos centrais do G20, que ocorre esta segunda e terça-feira em Asheville, nos Estados Unidos.
“O ministro das Finanças da Rússia está atualmente reunido com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. O secretário do Tesouro está a promover o plano de paz de 28 pontos do presidente Trump para a Ucrânia”, afirmou Edward Lawrence, correspondente da televisão norte-americana Fox Business. Após o final da reunião, a CNBC referiu que os dois governantes tinham debatido o tema, mas sem adiantar mais pormenores.
Em novembro de 2025, Donald Trump apresentou um plano de paz para a Ucrânia de 28 pontos, que inclui a cedência de Luhansk, Donetsk e Crimeia à Rússia, e a proibição de adesão à NATO.
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O Ministério russo das Finanças referiu, por seu turno, que o encontro entre Anton Siluanov e o seu homólogo norte-americano, Scott Bessent, se centrou na cooperação entre os dois países, sem fazer referência à discussão do plano de paz para a Ucrânia. “Foram debatidas questões relativas à cooperação russo-americana no âmbito financeiro, bem como matérias de colaboração no quadro do G20”, referiu o ministério no Telegram.
Já um funcionário ucraniano afirmou ao Kyiv Independent que a Ucrânia “não sabe nada desta reunião”.
A presença russa, a primeira desde a invasão da Ucrânia, em 2022, tem sido contestada pelos membros europeus do grupo, por não ter sido previamente anunciada pela administração Trump. O ministro alemão das Finanças, Lars Klingbeil, e os restantes homólogos europeus ameaçaram boicotar a tradicional foto de grupo se o ministro russo das Finanças aparecesse no evento, refere o New York Times.
Além disso, Klingbeil afirmou aos jornalistas que “repreendeu” Siluanov pela invasão da Ucrânia e pediu o fim da guerra. “Receber o ministro russo das Finanças aqui envia um sinal que eu acho preocupante. Eu teria preferido um posicionamento claro do lado dos Estados Unidos que [Siluanov] não fosse recebido como um convidado regular”, afirmou.
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