Orkun Kökçü tinha reforçado o Benfica um ano depois de Fredrik Aursnes, Tijjani Reijnders foi um objetivo não alcançado pelo Sporting numa corrida onde o AC Milan ganhou o médio por antecipação, Vangelis Pavlidis chegou no ano seguinte à Luz, outros alvos acabaram por ficar pelo caminho face a alternativas que ganharam vantagem por uma ou outra razão. Num passado recente, mercados como Países Baixos ou Bélgica funcionavam como prioridade para as principais equipas portuguesas na hora de atuar no mercado (numa realidade que entretanto se foi alterando, com as atenções especiais a centrarem-se mais naquilo que a Escandinávia pode dar). Nessa fase, houve um nome que todos seguiram: Santiago Giménez, avançado internacional mexicano do Feyenoord. Problema? Era demasiado caro. Pelo menos até agora.
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A equipa de Roterdão foi resistindo enquanto conseguiu ao assédio de vários clubes europeus pelo número 9 mas, em janeiro de 2025, percebeu que perdera margem para esticar muito mais a corda – até pela vontade demonstrada pelo próprio jogador. Assim, o mexicano nascido na Argentina acabou por ser vendido ao AC Milan de Sérgio Conceição, que queria juntar o avançado a João Félix para fazer ressurgir os rossoneri depois de uma entrada a ganhar com a conquista da Supertaça. Na teoria, fazia sentido. Na prática, as coisas acabaram por não ser dessa forma: apesar dos seis golos e três assistências em 19 jogos, Giménez nunca convenceu e na última temporada, com Massimiliano Allegri, marcou apenas um golo em 18 partidas.
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Havia essa curiosidade de perceber o que poderia acontecer com o argentino depois da chegada de Ruben Amorim para render Allegri mas, até pela ideia de jogo e esquema tático que quis implementar na formação de San Siro, o espaço que era curto tornou-se ainda mais diminuto. A opção de saída passou de possível a provável. De provável a inevitável. De inevitável a obrigatória. Em todos esses momentos, o FC Porto andou sempre no topo das hipóteses para garantir o número 9, numa operação que tinha como principal obstáculo aquilo que o AC Milan queria recuperar do investimento de 32 milhões de euros feito 18 meses depois. A “estratégia” de resistir até à última acabou por surtir efeito e, depois de ter aterrado na Invicta este domingo, o avançado foi apresentado oficialmente como novo reforço dos azuis e brancos.
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Apesar de haver essa “exigência” por parte dos rossoneri em assegurarem uma venda a título definitivo do jogador de 25 anos nascido em Buenos Aires mas formado no Cruz Azul, os dragões chegaram a um acordo que prevê uma cedência por empréstimo de uma temporada com uma cláusula de compra que se torna apenas obrigatória por 18 milhões de euros caso sejam cumpridos alguns objetivos desportivos. Ou seja, e em resumo, uma eventual contratação só acontece… se o internacional mexicano justificar em campo. “O acordo inclui a opção de transferência, a título definitivo, dos direitos de inscrição desportiva e de 100% dos direitos económicos do atleta pelo valor fixo de 18 milhões de euros, acrescido de remuneração variável máxima de até 2M em bónus. A opção de compra pode tornar-se obrigatória mediante cumprimento de certos objetivos desportivos. Caso seja exercida, o AC Milan terá direito a 10% de uma eventual futura transferência de Santiago Gimenez”, confirmaram os dragões em comunicado oficial.
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Giménez torna-se assim a quinta contratação da temporada do FC Porto, depois de Jakub Kiwior (que ficou a título definitivo nos campeões a troco de 17 milhões de euros), André Silva, In-beom Hwang e Seko Fofana, que viu o empréstimo do Rennes ser renovado por mais uma época. A eles juntam-se ainda mais duas apostas a pensar no futuro a médio/longo prazo entre as equipas A e B: Eirik Granaas, médio norueguês de 16 anos que custou 1,5 milhões fixos mais 1,8 milhões em variáveis, e Mame Niang, avançado senegalês de 20 anos que teve um investimento de 1,6 milhões fixos mais 700 mil euros em variáveis.
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“El Bebote”, como também é conhecido (“Bebé Grande”, numa alcunha de família colocada quando era mais novo por ser maior do que todos os outros), chega agora ao Dragão para tentar catapultar de novo a carreira que teve como ponto alto a passagem pelo Feyenoord: 23 golos e duas assistências em 45 jogos na época de 2022/23, 26 golos e oito assistências em 41 jogos em 2023/24, 16 golos e duas assistências em 19 jogos na meia temporada de 2024/25 que fez em Roterdão antes de rumar ao AC Milan. Giménez é filho de um ex-jogador, Christian Giménez, tendo nascido em Buenos Aires mas rumando ao México com três anos quando o pai, que também representou o Cruz Azul, se transferiu para o Veracruz. Além de ter nacionalidade mexicana e italiana, o avançado tem família do Paraguai (o avô paterno), de Itália e da Ucrânia.
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A chegada de Santi Giménez não será a última antes do fecho do mercado para o FC Porto. Em paralelo com a contratação do mexicano, que pode levar à saída de Deniz Gül para os turcos do Galatasaray (adversário do Sporting na Liga dos Campeões que assegurou este fim de semana o internacional português Rafael Leão), os azuis e brancos planeiam ainda assegurar mais um lateral esquerdo, até pela lesão de Zaidu contraída em Viseu, e mais um médio de características ofensivas, com Souza (Tottenham) e Gabriel Mec (Grémio) a surgirem como os principais nomes apontados aos campeões ainda nesta janela de verão.
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