O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, afirmou esta segunda-feira que a “palavra pública” do primeiro-ministro sobre as pensões foi “importante”, mas que apenas está feito “meio caminho” para poder olhar para o Orçamento.
“Neste momento diria que estamos quase que a meio caminho (…), para depois podermos olhar para o Orçamento do Estado”, afirma o secretário-geral do PS, em declarações à Lusa durante a visita à Feira Internacional de Maputo, que arrancou esta segunda-feira na capital moçambicana, com cerca de 100 empresas portuguesas entre quase 3 mil expositores.
https://observador.pt/especiais/negociacao-do-oe-a-meio-caminho-ps-ve-duas-condicoes-satisfeitas-mas-ainda-espera-montenegro-na-revisao-constitucional/
O deputado declara que é preciso avaliar a proposta do Orçamento do Estado feita pelo Governo, para “ver se ela corresponde ou não aos interesses da vida das pessoas: à habitação, ao custo de vida, à saúde, à educação, ao crescimento da nossa economia, à política fiscal”.
Contudo, alertou que o PS colocou “quatro condições” tidas como “preparatórias desse diálogo” sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2027, tais como a revisão da Constituição, a “segurança das pensões”, o financiamento de investimentos depois de terminar o Plano de Recuperação e de Resiliência (PRR), e a resposta aos municípios e regiões afetadas pelas tempestades deste ano.
“Duas delas tiveram já uma palavra pública do primeiro-ministro, nomeadamente as questões das pensões. Luís Montenegro veio dizer que nesta legislatura não haverá qualquer mudança das pensões. Isso para nós é uma palavra pública importante”, apontou Carneiro.
O Governo respondeu ainda à questão dos financiamentos, afirmando que pretende garantir financiamento para os projetos que já estavam a decorrer mesmo depois do PRR.
A partir destas garantias, o líder socialista disse ainda que “é preciso agora dar seguimento prático” a essa mensagem e “aguardar” pelas duas outras questões: “A revisão da Constituição e a resposta às tempestades.”
José Luís Carneiro declara que o PS entrará “na avaliação do próprio Orçamento do Estado” quando as duas últimas respostas forem apresentadas na Assembleia da República.