O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, ordenou a suspensão de oito funcionários e a abertura de processos criminais e disciplinares contra estes, depois de uma investigação preliminar os ter apontado como responsáveis por falhas de segurança relacionadas com o incêndio que matou 14 recém-nascidos num hospital de Islamabade.
A decisão foi tomada após uma comissão de inquérito ter apresentado um relatório sobre o incêndio ocorrido no Instituto de Ciências Médicas do Paquistão (PIMS), relatou a CNN. Segundo o documento, a maternidade onde deflagrou o fogo não dispunha de alarme de incêndio nem de sistema de chuveiros automáticos, e o hospital não tinha procedimentos e formação adequada para lidar com incêndios e outras situações de emergência.
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O diretor executivo do hospital, dois diretores executivos adjuntos, o chefe do departamento neonatal, o diretor-adjunto de segurança da unidade, o responsável pelos serviços de emergência, assim como dois médicos estão entre os oito funcionários do hospital identificados pela comissão.
Entretanto, Shehbaz Sharif — que demitiu o ministro da Saúde, Aslam Ghauri, após o incidente — aprovou medidas contra a empresa responsável pela segurança do hospital e os seus funcionários e anunciou uma indemnização de 5 milhões de rupias (cerca de 15 mil euros) para cada família que perdeu um bebé.
O primeiro-ministro do Paquistão aprovou ainda uma recomendação para que uma enfermeira do hospital, que arriscou a própria vida para salvar um bebé, recebesse uma condecoração estatal que reconhece os serviços prestados à comunidade.
Quando o incêndio deflagrou, não havia funcionários de supervisão de serviço, e os serviços de emergência só foram acionados seis minutos depois do início do fogo. Os primeiros socorristas chegaram 15 minutos após a chamada, segundo um comunicado do Governo.
De acordo com a BBC, o incêndio propagou-se rapidamente pelo edifício devido às canalizações de oxigénio. Vários dos bebés que morreram encontravam-se em incubadoras ou recebiam ventilação com oxigénio. Apenas um dos 15 recém-nascidos conseguiu ser resgatado a tempo, enquanto os restantes 14 morreram.
As mortes dos recém-nascidos, segundo a CNN, levou as autoridades paquistanesas a reforçar a fiscalização das condições de segurança nos hospitais. Em Punjab, a província mais populosa do país, foi ordenada uma revisão urgente dos equipamentos e sistemas de resposta a incêndios.