O INE confirmou esta segunda-feira o crescimento do PIB no segundo trimestre do ano de 2,5% em termos homólogos. Em cadeia acelerou 0,8%, tal como tinha antecipado na estimativa rápida que divulgou em julho.
https://observador.pt/2026/07/30/economia-portuguesa-cresceu-08-no-segundo-trimestre-em-cima-de-subida-de-01-no-primeiro-crescimento-homologo-foi-de-25/
O crescimento do segundo trimestre de 2,5% traduz uma taxa em 0,1 pontos percentuais superior à do trimestre anterior. As exportações voltaram a contribuir mais positivamente para este crescimento, enquanto o contributo da procura interna diminuiu.
Ainda assim, o contributo da procura externa mantém-se negativo, passando, no entanto, de -2,3 pontos para -1,3 pontos, “com um crescimento mais intenso das Exportações de Bens e Serviços, que mais que compensou a aceleração das Importações de Bens e Serviços”. Em relação à procura interna o seu contributo passou de 4,6 pontos para 3,8 pontos, “refletindo sobretudo a desaceleração do investimento”, que passou de uma variação de 10,4% no primeiro trimestre para 5,7%.

Na procura interna, o consumo privado ainda puxa mais pelo PIB do que o consumo público.
Na comparação de trimestre para trimestre (em cadeia) a procura externa já deu contributo positivo.
Segundo o INE, “o contributo da procura externa líquida para a taxa de variação em cadeia do PIB foi positivo (+0,7 p.p.), que compara com o contributo de -2,0 p.p. no trimestre anterior, devido ao crescimento mais expressivo das Exportações de Bens e Serviços e à desaceleração das Importações de Bens e Serviços. O contributo da procura interna diminuiu para +0,1 p.p. (+2,1 p.p. no trimestre anterior), refletindo uma diminuição do investimento”.
Com base nos dados do segundo trimestre, se a economia mantiver o volume conseguido no segundo trimestre (mesmo sem crescimento em cadeia), o Governo poderá conseguir alcançar a meta de crescimento de 2%. Mas ainda faltam dois trimestres para apurar o resultado final do ano.