O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau, Idriça Djaló, anunciou neste domingo uma participação acima de 50% de eleitores votantes no referendo à Constituição proposto por militares.
Em conferência de imprensa que marcou o encerramento das urnas, Djaló, cujas declarações foram consultadas pela Lusa nas redes sociais de órgãos de comunicação social locais, afirmou que o “processo decorreu globalmente bem”.
O porta-voz que é igualmente secretário executivo da CNE observou que pelas indicações recebidas das estruturas da administração eleitoral, não ocorreram incidentes “que possam comprometer a fiabilidade” da votação.
Idriça Djaló instou os eleitores a aguardar “com serenidade” a publicação dos resultados, garantiu que a taxa de participação se situa acima dos 50% e afirmou que a votação esteve fraca durante as primeiras horas da manhã e que tinha “gradualmente” aumentado durante o resto do dia.
Os órgãos de comunicação social relataram uma fraca participação de eleitores em diferentes assembleias de voto, um pouco por todo o país.
O porta-voz da CNE não adiantou a data da publicação dos resultados da votação.
Os militares protagonizaram um golpe de Estado um dia antes da publicação dos resultados das eleições legislativas e presidenciais de novembro de 2025, afastaram do poder o então Presidente eleito, Umaro Sissoco Embaló, e fizeram aprovar uma nova Constituição que reforça os poderes do chefe de Estado.
A oposição considerou que se tratou de um “golpe de Estado cerimonial” para permitir que Sissoco Embaló regresse ao poder através de novas eleições presidenciais e legislativas marcadas pelos militares para 6 de dezembro.