A principal meta passava pela equipa de K4, ninguém desenhava a hipótese de ser também feliz no K2. Mais uma vez, seria provavelmente uma questão de pormenor. Da mesma forma como o K4, que além de João Ribeiro e Messias Baptista contava com Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha, conseguiu sagrar-se campeão mundial e europeu em 2025, este ano tinha experimentado frustrações como a quarta posição nos Europeus por apenas 20 milésimos de segundo de diferença. Da mesma forma como o K2 foi campeão mundial em 2023, também teve depois finais A olímpicas, mundiais e europeias que passaram entre os dedos por uma margem curta. Agora, em Poznan, era a hora de voltar a sorrir. E metade do trabalho estava feito.
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“O nosso objetivo é o mesmo, atingir dois pódios. Habituámo-nos a eles e, obviamente, resultados que não sejam medalha ficam sempre um pouco aquém das nossas expectativas. É para isso que treinámos. Temos os pés assentes na terra e sabemos que é um ano diferente, mas estamos aqui como campeões do mundo no K4, vice-campeões do mundo no K2 e é o nosso objetivo renovar um e, se possível, melhorar o K2″, comentara Messias Baptista antes da partida para a Polónia. O K4 não conseguiu revalidar o desejado ouro, mas voltou ao pódio com um bronze, agora era a vez do K2 procurar também voltar ao pódio.
https://observador.pt/2026/08/28/a-vinganca-do-europeu-ficou-a-meio-no-mundial-portugal-conquista-medalha-de-bronze-na-final-do-k4-500/
João Ribeiro, que ganhou medalhas internacionais com Fernando Pimenta, Emanuel Silva e no K1 500 antes de fazer a atual dupla, e Messias Baptista, especialista de velocidade que chegou a vencer o K1 200 em 2024 nos Mundiais, cumpriram sem problemas a primeira qualificação com um triunfo na série 2 e passaram depois na segunda posição na primeira de três meias-finais, ficando apenas atrás dos eslovenos Matevz Manfreda e Anze Pikon. Agora chegava a decisão, tendo outros nomes bem conhecidos na distância como a embarcação da Hungria, com os campeões de 2025 Levente Kurucz e Bence Fodor, ou o K2 da Alemanha com Jacob Schopf e Max Lemke, que vencera o bronze em Milão-2025 depois do ouro olímpico em Paris.
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A qualidade estava lá, o resultado do trabalho da dupla nacional também. Apesar de não terem conseguido a melhor saída, ficando a meio do pelotão entre quarto e quinto lugares, João Ribeiro e Messias Baptista não demoraram a acelerar, chegaram à segunda posição e foram depois consolidando o seu ritmo até ao final, não conseguindo apenas bater a dupla campeã olímpica de Jacob Schopf e Max Lemke. Assim, a Alemanha, que no ano passado não passara do terceiro posto, venceu com 1.27,57, contra 1.29,29 de Portugal e 1.29,94 da Rep. Checa (Jakub Spicar e Daniel Havel), que conseguiu superar na parte final a Hungria.
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Desta forma, Portugal já igualou as três medalhas conseguidas em Milão-2025 exatamente nas mesmas disciplinas em que ganhara no ano passado, podendo ainda chegar ou superar os quatro pódios conseguidos em 2024 em Samarkand, no Uzbequistão, quando Messias Baptista foi campeão no K1 200 e no K2 misto com Teresa Portela e Fernando Pimenta conseguiu a prata no K1 500 e no K1 5.000 (tudo disciplinas não olímpicas, por ser o ano dos Jogos de Paris). Em 2023, na cidade alemã de Duisburgo, Portugal também chegou às quatro medalhas, com Pimenta a ganhar ouro no K1 1.000, prata no K1 5.000 e bronze no K1 500 além do ouro de Ribeiro e Messias no K2 500. À tarde, Maria Rego Gomes e Fernando Pimenta vão fazer as finais do K1 5.000, disciplina de fundo que fechará estes Mundiais de Poznan.