O que parecia impossível aconteceu: Tadej Pogacar não vai ganhar a Volta a Espanha e terá de esperar mais um ano, no mínimo, para se juntar aos oito magníficos que venceram as três Grandes Voltas. Quis o destino que fosse na etapa mais aborrecida da competição que o camisola vermelha se despedisse. Tudo aconteceu a 33 quilómetros da meta, depois de 140 quilómetros em que pouco aconteceu, embora as quedas e as desistências já se tenham começado a vislumbrar. O esloveno acabou por cair com violência devido a uma pedra que se encontrava na lateral da estrada, derrubou mais uma série de ciclistas e entrou na ambulância depois de não ter conseguido voltar a subir à bicicleta. Resultado? Fratura na clavícula, concussão, fratura na cervical e escoriações.
https://observador.pt/2026/08/29/o-dia-mais-aborrecido-tambem-e-capaz-de-mexer-com-uma-vuelta-e-de-que-maneira-pogacar-despede-se-da-vuelta-apos-queda-aparatosa/
“Infelizmente, Tadej Pogacar sofreu uma grave queda durante a etapa de hoje [sábado] e não conseguiu continuar na corrida. Encontra-se estável e, após uma avaliação médica exaustiva no hospital, foi-lhe diagnosticada uma concussão, uma fratura com deslocamento da clavícula esquerda, uma fratura estável da vértebra cervical C7 [no pescoço] e múltiplas escoriações. Felizmente, não há outras lesões graves nem sequelas neurológicas. Ele terá de ser submetido a uma cirurgia à clavícula, que será adiada devido a precauções relacionadas com a concussão. O Tadej continua sob os cuidados da nossa equipa médica e iremos fornecer mais informações após a cirurgia”, explicou, em comunicado partilhado pela UAE Team Emirates-XRG, Adrian Rotunno, o diretor médico da Volta a Espanha.
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Depois de ter entrado numa das ambulâncias que acompanham a caravana da Vuelta, Pogacar foi transportado para o Hospital Universitário Francesc de Borja, em Gandía, recebendo alta pouco depois das 21 horas locais (20 horas em Lisboa). A essa hora, o esloveno abandonou o hospital imobilizado numa maca, seguindo para uma ambulância. A saída foi acompanhada pela imprensa espanhola, que captou o campeão do mundo a sorrir depois de receber umas palavras de incentivo de uns fãs. Inicialmente estava prevista a transferência de Tadej Pogacar para Barcelona, onde seria operado, mas a situação terá de ser reavaliada por conta das medidas de precaução provocadas pela concussão cerebral. Ainda assim, espera-se que a operação aconteça nos próximos dias.
Praticamente certo está o término da temporada para Pogacar, que tinha no horizonte, depois da Vuelta, a presença em Montreal para defender o título de campeão do mundo de fundo nos Mundiais do Canadá. Na semana seguinte deveria rumar a casa para defender mais um título, no caso o europeu. Para o fim da época estava prevista mais uma presença na Lombardia, algo que também não deverá acontecer, dado que o último Monumento da temporada está marcado para 10 de outubro.
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“A técnica utilizada na operação é a osteossíntese, que consiste em alinhar os fragmentos fraturados e garantir a sua consolidação com um elemento metálico, geralmente uma placa acompanhada por parafusos. Em desportistas deste nível a recuperação costuma variar entre três e cinco semanas para voltarem à competição. Era impossível continuar a Vuelta porque havia uma enorme dificuldade em controlar a bicicleta, especialmente a alta velocidade”, analisou o Dr. Pedro Luis Ripoll à Marca.
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