Morreu, aos 94 anos, Narana Coissoró, antigo dirigente do CDS que liderou a bancada parlamentar do partido e antigo vice-presidente da Assembleia da República, entre 1999 e 2005. A informação foi confirmada ao Observador por fonte oficial do CDS.
Advogado de formação, antigo professor universitário, Coissoró foi eleito pela primeira vez deputado à Assembleia da República em junho de 1976. Ocupou um lugar no Parlamento entre essa I legislatura e e a IX legislatura (com exceção da primeira vitória de António Guterres, em 1995). Liderou a bancada parlamentar centrista durante 13 anos, entre 1978 e 1991.
Mais tarde, seria eleito vice-presidente da Assembleia da República. A primeira vez que assumiu essas funções foi em 1999, depois de uma ausência de quatro anos do Parlamento. Manter-se-ia como vice-presidente da AR até 2005.
Durante a longa carreira política, foi distinguido com várias condecorações. Destacam-se a atribuição das insígnias de Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública e Grande-Oficial da Ordem Militar de Cristo, além da atribuição da Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique e Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública.
Numa reação à morte de Coissoró, o CDS refere que o seu antigo dirigente “distinguiu-se permanentemente pelo rigor do pensamento, pela força da palavra, pela firmeza nos valores e nas convicções e pela defesa corajosa de causas”. Narana Coissoró, refere a mesma nota, esteve presente nos “momentos mais relevantes e marcantes” da história do CDS, com intervenção em “muitos combates ao serviço da dignidade da pessoa humana, da Democracia e da Liberdade”.
“A partida do Professor Narana Coissoró deixa uma saudade profunda, mas também um legado que permanecerá bem vincado no Ensino, na Justiça, no CDS-PP e na história recente de Portugal”, conclui a nota divulgada pelo partido liderado por Nuno Melo.