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Expulsos de Ceuta onze marroquinos detidos após ataque a militares espanhóis

Cidadãos marroquinos realizaram emboscada a viatura de patrulha da polícia militar em Benzú. Onze dos doze detidos declaram-se culpados antes do julgamento e aceitaram acordo para não ficar presos.

Miguel Pereira Santos
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O Tribunal Penal de Ceuta decidiu pela expulsão de onze marroquinos detidos pelo envolvimento num ataque a uma patrulha de militares espanhóis no enclave esta sexta-feira, segundo o El Mundo.

Os arguidos faziam parte de um grupo de migrantes ilegais que realizou emboscadas a carros nas imediações de Benzú, no extremo noroeste de Ceuta. Na madrugada de quinta-feira, o grupo atingiu com pedras um veículo de militares espanhóis provocando ferimentos a quatro militares.

O grupo seria composto por entre 30 e 40 pessoas que atiraram pedras de grandes dimensões contra o veículo de patrulha, segundo o El Periódico. Face à intensidade do ataque, os polícias militares acabaram por abandonar o veículo e fugir a pé para uma zona de segurança, onde conseguiram alertar as autoridades através do número de emergência.

Na sequência do ataque, as forças de segurança locais detiveram doze pessoas. Entretanto, o Ministério Público e a defesa dos detidos alcançaram um acordo para substituir a prisão preventiva pela expulsão do território espanhol e proibição de regressar a Espanha durante cinco anos.

Onze detidos de nacionalidade marroquina declararam-se culpados numa audiência de conciliação que evitou a realização de um julgamento. O 12º detido rejeitou o acordo proposto pelo Ministério Público e negou a participação na agressão ao veículo em que seguiam os militares ou qualquer ligação com o sucedido. O juiz decidiu que continuará em prisão preventiva até à realização de julgamento.

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