Após vários ataques do PS ao líder parlamentar do PSD por ter comparado José Luís Carneiro a André Ventura, Sebastião Bugalho reiterou esta sexta-feira que existem “similitudes entre o líder do PS e o líder do Chega”. Nos últimos dias, o secretário-geral do PS disse que a crítica foi “leviana” e João Soares disse que foi uma “indecência”. Já o porta-voz do PSD, na Universidade de Verão do PSD, começou por dizer que Hugo Soares “não precisa” de “defesa de honra”, mas insistiu na ideia de que os líderes do PS e do Chega “muitas vezes coincidem no hábito e na forma“.
Ao identificar as “similitudes” de discurso entre Ventura e Carneiro, Sebastião Bugalho sobe o tom e diz que ambos têm “necessidade de incluir mentiras, distopia e narrativas que não vão ao encontro de factos e realidade no discurso político”. E atira: “Aí têm sido muito parecidos“.
O porta-voz do PSD admite que o PS e o Chega têm diferenças, uma vez que “o PS é um partido fundador da democracia, com histórico constitucional, que participou nas revisões constitucionais ao lado do PSD, é um partido que em matéria de direitos, liberdades e garantias não está contra esses direitos, essas liberdades, essas garantias.” Bugalho explica que, por isso, “a questão não é programática, apesar de muitas vezes no Parlamento votarem ao lado um do outro”. E acrescenta: “Eu também não gosto quando o PS diz que o PSD é igual ao Chega, portanto eu também não vou estar a dizer que o PS é a mesma coisa que o Chega. Não é, mas têm similitudes no seu discurso”.
Sebastião Bugalho acrescentou ainda que o PS abana com “fantasmas à volta da habitação, estes fantasmas à volta da segurança social, fantasmas à volta das alianças com a extrema direita” porque “eles não têm nada para dizer“. O porta-voz do PSD diz que o PS não é capaz de dizer que é “contra o alargamento do passe ferroviário verde para as áreas metropolitanas e para os comboios urbanos” ou que é “contra Portugal deixar de ser o único Estado-membro da UE que não tem uma participação na sua rede elétrica”. E garante que o PS não o faz porque concorda com essas medidas: “Eles não conseguem dizer que são contra, porque não são.”
Na opinião do porta-voz do PSD é por concordarem com o Governo em várias matérias que o PS tem que “inventar o fantasma da revisão constitucional” e o fantasma da segurança social, é sempre um fantasma. Bugalho afirma que “os fantasmas vendem mais, os fantasmas aparecem mais, os fantasmas motivam mais debates, os fantasmas às vezes até podem ser mais interessantes, mas não troquemos os fantasmas pela realidade.” O vice-presidente do PSD atira aos socialistas: “Eles que fiquem com os fantasmas, nós ficamos com a realidade”.
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