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(A) :: Moedas diz estar "alarmado" e volta a pressionar Governo: "Não estou em guerra com nenhum ministro, a minha guerra é a segurança"

Moedas diz estar "alarmado" e volta a pressionar Governo: "Não estou em guerra com nenhum ministro, a minha guerra é a segurança"

O presidente da câmara de Lisboa diz que se estava "preocupado" com a segurança, agora está "alarmado". Diz que não está em guerra com o Governo, mas que esta é uma "luta de todo o País".

Rui Pedro Antunes
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Um dia depois da reunião com o ministro da Administração Interna, Carlos Moedas continua a pressionar o Governo a colocar mais polícias na capital. O presidente da câmara de Lisboa sobe o tom  “se há dois anos estava preocupado, agora estou a ficar alarmado“. O autarca alerta que esta tem de ser uma prioridade: “Eu não estou em guerra nem com o Governo, nem com nenhum ministro, a minha guerra é a segurança em Lisboa. Em 2010, tinha 8 mil polícias, hoje tem menos de 6 mil. Não nos faltam 200 polícias, faltam 2 mil polícias.”

O presidente da câmara de Lisboa avisa o Governo que “esta luta não é do Carlos Moedas, não é dos autarcas, é de todo o país.” O também vice-presidente de Lisboa avisa que esta não é uma luta da “extrema-direita”, mas uma prioridade par a  “Peço desculpa, não posso ficar calado.”

Carlos Moedas diz que “não podemos ter uma cidade sem lei e ordem”, uma vez que “sem lei, mandam os mais fortes” e “sem ordem, os mais vulneráveis deixam de sair à rua.” E arrancou fortes aplausos aplausos quando questionou: “Uma senhora leva um tiro em plena Baixa de Lisboa e o suspeito já foi libertado. Isto é normal neste país?

Sobre habitação, o autarca diz que o problema foi “provocado por dez anos de socialismo”, em que “não se construi habitação pública. O presidente da câmara de Lisboa diz que para a “esquerda a ideologia era mais importante do que a realidade”. E lembrou o caso Robles para criticar a “hipocrisia desta esquerda: “Ainda sou do tempo em que um vereador do Bloco comprou, com a irmã, um prédio em Alfama por 347 mil euros. E colocou-o à venda por 5,7 milhões.”

Carlos Moedas disse na terça-feira que “chegou a hora” do Governo cumprir a promessa de mais 300 polícias na cidade. Na resposta, o ministério constrariou a leitura do autarca, explicando que estava a fazer “trabalho mais estrutural” que “não depende de uma única medida”.

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