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Coliseu de Roma torna-se "zona vermelha" após onda de criminalidade e confrontos com polícia

A medida, decretada pela prefeitura a pedido da polícia, abrange ainda os Fóruns Imperiais e o Monte Ópio e vigorará durante quatro meses.

Agência Lusa
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A área em redor do Coliseu de Roma foi designada pelas autoridades italianas como “zona vermelha” por razões de segurança, na sequência de uma onda de criminalidade de rua registada recentemente nas proximidades do famoso monumento da capital italiana.

Na sequência de vários incidentes violentos e de algumas operações policiais extraordinárias nas últimas semanas, a zona do Coliseu, dos Fóruns Imperiais e do Monte Ópio tornou-se oficialmente uma “zona vermelha” na capital, de acordo com uma portaria da prefeitura, publicada a pedido do comando da polícia de Roma.

A decisão baseia-se na necessidade de reforçar a segurança em determinadas zonas caracterizadas pela degradação e pela criminalidade, e a medida terá uma duração de quatro meses, prolongando-se assim até à época natalícia.

Na portaria, o autarca de Roma, Lamberto Giannini, salienta a persistência de zonas afetadas por crimes predatórios e tráfico de droga.

Estes atos são cometidos “principalmente por grupos de jovens de origem não comunitária”, afirma o decreto, citando a inauguração da estação de metro “Roma Colosseo”, que liga o centro histórico à zona oriental de Roma, como um fator que contribuiu para estes incidentes.

O pico destes incidentes, aponta o autarca, registou-se a 1 de julho, quando, durante uma festa não autorizada na praça do Coliseu, “um grupo de cerca de 50 indivíduos de países não pertencentes à UE opôs resistência” e cercou vários agentes da polícia local, ferindo ligeiramente dois deles.

Ao mesmo tempo, foram confirmadas e alargadas as zonas vermelhas de Esquilino e San Lorenzo, nas imediações da estação de Termini, “onde os protestos de rua continuam a exigir a máxima atenção no que diz respeito à segurança e ao decoro”, indicaram as autoridades.

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