Uma vitória no Campeonato da Europa em junho, mais um triunfo no Campeonato do Mundo em agosto. A reformulação da embarcação de Portugal no K4 500 trouxe os desejados frutos no ano passado, com Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha a serem uma das grandes revelações de 2025 na canoagem internacional pela capacidade de tornar a embarcação nacional competitiva como há muito não se via. No entanto, com os títulos chegava também uma maior responsabilidade. E era isso que estava agora em discussão em Poznan, cidade polaca que recebe esta sexta-feira várias finais A dos Mundiais.
https://observador.pt/2025/08/22/uma-estreia-de-sonho-portugal-sagra-se-campeao-mundial-de-k4-500-depois-do-titulo-europeu/
Os últimos Europeus, organizados e realizados em Montemor-o-Velho, mostraram isso mesmo: numa das finais mais disputadas da competição, o K4 500 de Portugal teve de ficar à espera da análise ao photo finish para ver confirmada a quarta posição da final A, atrás da campeã Hungria e apenas a 20 milésimas de segundo da Alemanha e da Espanha, que partilharam a medalha de prata com o mesmo tempo. Eram esses também os principais adversários nos Mundiais, como se tinha visto nas últimas Taças do Mundo.
https://observador.pt/2025/06/21/canoagem-quarteto-portugues-sagra-se-campeao-na-estreia-em-k4-500/
Numa final com 100 metros iniciais muito equilibrados e que teve a Austrália como protagonista surpresa na discussão pela vitória, Portugal começou a ter um ligeiro atraso face à Alemanha e aos australianos na passagem aos 250 metros, mas ainda foi a tempo de recuperar e conquistar a medalha de bronze, batendo na ponta final a formação da Sérvia. Já a Hungria e a Espanha terminaram agora fora do pódio.
https://twitter.com/COPPORTUGAL/status/2093343065775734920
A formação germânica, com Max Rendschmidt, Max Lemke, Jacob Schopf e Tom Liebscher-Lucz, venceu com o tempo final de 1.23,95, 62 centésimos mais rápida do que o conjunto australiano com Jean e Pierre van der Westhuyzen, Riley Fitzsimmons e Noah Havard (1.24,57). Portugal, que fez a última regata na pista 7, acabou na terceira posição com 1.25,53, à frente de Sérvia (1.25,76), Hungria (1.26,00) e Lituânia (1.26,01). Seguiram-se nesta final A do K4 500 Polónia (1.26,08), Espanha (1.26,91) e Dinamarca (1.27,20).
https://twitter.com/modalidadesslb/status/2093345876705980917
De recordar que esta foi a primeira medalha de Portugal nestes Mundiais de 2026, onde parte com o objetivo de igualar ou melhorar a participação do ano passado com três pódios: ouro do K4 500 de Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha, prata do K2 500 de João Ribeiro e Messias Baptista e bronze do K1 1.000 de Fernando Pimenta, que pode superar mais um recorde na competição caso consiga subir ao pódio em Poznan como atleta com mais medalhas em Mundiais no K1 1.000.