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O diretor da CIA, John Ratcliffe, visitou a Rússia na terça-feira, mas vários altos funcionários da Casa Branca não souberam antecipadamente que essa viagem iria acontecer, avança o jornal The Wall Street Journal.
“O Presidente Trump enviou pessoalmente o diretor da CIA e manteve assessores de confiança e líderes militares, que normalmente seriam informados sobre a viagem, alheios à mensagem que ele entregaria a figuras importantes do Kremlin”, refere o jornal, citando autoridades norte-americanas anónimas.
A viagem de John Ratcliffe a Moscovo, a primeira de um diretor da CIA desde 2021, tem estado envolta em mistério sobre o assunto que foi abordado. De acordo com o Politico, Ratcliffe pediu à Rússia para não escalar o conflito com os países bálticos, que são membros da NATO, e reduzir o apoio económico e militar ao Irão.
https://observador.pt/2026/08/27/diretor-da-cia-tera-ido-a-moscovo-avisar-a-russia-para-nao-escalar-conflito-com-paises-balticos-e-a-nato-casa-branca-e-kremlin-desmentem/
Um outro jornal, o New York Times, avançou que o diretor da CIA foi a Moscovo avisar Vladimir Putin de que poderia estar a ser mal informado sobre o verdadeiro estado da guerra na Ucrânia e que a Rússia deveria chegar a um acordo para não enfrentar uma degradação da situação militar e económica.
Horas depois do anúncio da visita, a Axios adiantou que os Estados Unidos tinham pedido à Ucrânia para suspender ataques contra a Rússia durante a presença de “uma delegação de alto escalão” em Moscovo, algo que foi confirmado por fontes de Kiev à televisão pública ucraniana Suspilne. Os Estados Unidos também tinham pedido à Ucrânia para não atacar São Petersburgo.
https://observador.pt/2026/08/27/diretor-da-cia-foi-a-moscovo-para-deixar-alerta-sobre-estado-da-guerra-e-aconselhar-putin-a-desistir/
Entretanto, a Rússia nega que Ratcliffe tenha ido a Moscovo para pedir ao país para não atacar a NATO. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, apelidou de “histórias de terror” os relatos e garante que a Rússia não tem intenções de atacar a aliança atlântica.
“Há muitas histórias de terror deste tipo a serem publicadas que nada têm a ver com a realidade e não têm nada a ver com as intenções da Federação Russa”, sublinhou, durante uma conferência de imprensa, citado pela agência de notícias russa TASS.