A Lua ficou escondida pela sombra da Terra durante a madrugada desta sexta-feira — e foi parcialmente visível em Portugal. O fenómeno começou pouco depois das 3h e atingiu o ponto máximo pelas 5h13, quando 96,3% do disco lunar estava ocultado pela sombra do nosso planeta. O eclipse terminou antes das 7h.
Durante o período de maior ocultação, a Lua ficou com uma tonalidade avermelhada, um dos efeitos mais característicos dos eclipses lunares. Isto acontece porque, segundo explicou Alexandre Cabral, investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, a Terra bloqueia a luz direta do Sol, mas parte da radiação solar consegue atravessar a atmosfera terrestre. A luz azul é mais facilmente dispersada, enquanto a vermelha atravessa a atmosfera com maior facilidade e acaba por atingir a superfície lunar.
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É este processo que faz com que a Lua, em vez do habitual tom acinzentado provocado pela reflexão da luz solar, apresente uma coloração avermelhada. Embora o fenómeno seja por vezes associado à expressão “Lua de Sangue”, esta designação é sobretudo utilizada para eclipses lunares totais. Neste caso, tratou-se de um eclipse parcial.
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O eclipse da madrugada desta sexta-feira foi também visível noutras regiões, incluindo na Europa, África Ocidental e as Américas. Em Portugal, a Lua encontrava-se relativamente baixa no horizonte, virada para oeste-sudoeste, durante o momento de maior ocultação.
Ao contrário de um eclipse solar (como o que aconteceu no dia 12 de agosto), a observação de um eclipse lunar não exige qualquer proteção especial para os olhos. A Lua pode ser observada diretamente a olho nu e, com recurso a binóculos ou telescópios, é possível distinguir com maior detalhe a fronteira entre a parte iluminada e a zona mergulhada na sombra da Terra.