
A frase
Era so atropelar eles com a carrinha a 100 km hora
— Utilizador do Facebook, 11 de agosto de 2026
Um grupo de homens a apedrejar uma carrinha da polícia e a pontapeá-la. Este vídeo está a circular recentemente nas redes sociais a propósito da crise migratória que afetou o enclave no final de julho, quando mais de 40 mil pessoas tentaram entrar no território espanhol.

Segundo várias publicações nas redes sociais, o grupo de jovens teria “destruído um carro da polícia de Ceuta” durante a última vaga migratória. “As imagens mostram vários jovens a rodear o carro e a atacá-lo, enquanto outras pessoas observam o que se está a passar”, lê-se.
Uma das publicações sugere ainda que estas provocações contra as forças de segurança teriam como objetivo fazer com que os migrantes marroquinos fossem “transferidos para a Europa continental” e, posteriormente, para outros países da União Europeia.
Apesar de o vídeo difundido nas redes sociais aparentar ter sido gravado em Ceuta, as imagens não são de 2026, nem dizem respeito à recente crise migratória. O episódio ocorreu em maio de 2021, quando milhares de pessoas também tentavam entrar no enclave espanhol.
O vídeo foi publicado originalmente a 24 de maio de 2021, numa altura em que cerca de oito mil migrantes oriundos de Marrocos tentaram cruzar a fronteira. As imagens foram, aliás, divulgadas na rede social X pela conta oficial do partido espanhol Vox: “Os que gritam ‘Pedro Sánchez presidente’ e tentaram agredir Santiago Abascal em Ceuta agora tentam atacar a polícia”.
https://twitter.com/vox_es/status/1396932077422092289
Conclusão
Apesar de ser verdadeiro, o vídeo que agora circula nas redes sociais está a ser erradamente associado à última crise migratória que afeta Ceuta desde o final de julho de 2026. Em vez disso, foi publicado pelo partido Vox em 2021, durante outro episódio idêntico em que milhares de migrantes marroquinos tentaram entrar no enclave espanhol.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ENGANADOR
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
PARCIALMENTE FALSO: as alegações dos conteúdos são uma mistura de factos precisos e imprecisos ou a principal alegação é enganadora ou está incompleta.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.