O Ministério Público espanhol registou 16 casos de agressão sexual, envolvendo 17 vítimas, a maioria menor, durante a crise migratória na chegada de milhares de migrantes a Ceuta no final de julho.
Os dados foram divulgados esta quinta-feira pela procuradora-geral de Espanha, Teresa Peramato, durante uma visita à cidade autónoma espanhola situada no norte de África.
Segundo o mais recente relatório do Ministério Público de Ceuta, entre as 17 vítimas identificadas nos 16 casos de agressão sexual, 16 são mulheres e a maioria é menor de idade.
Peramato anunciou também o reforço do Ministério Público em Ceuta através do envio de três procuradores provenientes do território continental espanhol.
A procuradora-geral apresentou ainda dados relativos à evolução da criminalidade durante a crise migratória, indicando um aumento dos crimes contra a propriedade, assim como dos casos de agressão e resistência contra agentes da autoridade.
Durante a visita, Teresa Peramato manifestou também solidariedade para com os migrantes que permanecem em Ceuta, considerando que estes enfrentam uma “situação humanitária muito delicada”.
A cidade autónoma espanhola enfrenta uma crise migratória desde o final de julho, quando dezenas de milhares de pessoas provenientes de Marrocos entraram no território.
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