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O Governo português condenou esta quinta-feira “com veemência” um ataque com um drone ocorrido em Kiev, perto da embaixada de Portugal e indicou que os funcionários da representação diplomática “estão bem”.
“Condenamos com veemência o ataque ocorrido hoje em Kyiv, com a queda de um drone a cerca de 300 metros da Embaixada de Portugal, provocando uma forte explosão e danos em edifícios próximos”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), numa mensagem divulgada nas redes sociais.
“Todos os elementos da nossa representação diplomática estão bem”, afirmou.
https://twitter.com/nestrangeiro_pt/status/2092929135274242480
Para o Governo português, o incidente, “que ocorre num contexto de novos ataques russos contra Kyiv, demonstra uma vez mais a brutalidade da agressão russa contra a Ucrânia e os riscos desta guerra para a população civil”.
A Rússia lançou entre quarta-feira e esta quinta-feira um ataque de grande dimensão com mísseis e drones contra várias regiões da Ucrânia, que provocou pelo menos um morto e 10 feridos e atingiu residências e infraestruturas energéticas.
O ataque começou depois do anoitecer de quarta-feira e prolongou-se durante esta quinta-feira, com várias explosões ouvidas durante a manhã em Kiev e repetidos alertas aéreos na capital ucraniana.
Mais tarde, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, confirmou que a explosão não causou danos, nem feridos, e que tinha ocorrido às 10h30 de Lisboa.
“Não houve qualquer ferido, nem houve nenhum dano, ao contrário do que aconteceu da outra vez”, afirmou aos jornalistas, fazendo referência a um incidente semelhante em 2024, quando dois mísseis caíram na área da embaixada.
Rangel condenou o acontecimento, considerando-o “inaceitável” e afirmou que a explosão do drone “teve um impacto muito grande, porque o edifício tremeu”.
“Eu falei com o embaixador e ele disse que teve um impacto muito grande, tanto que as pessoas foram para casa”, afirmou.
[De regresso a Portugal, Carvalhão Gil garante que não se vendeu aos russos e que nem sequer sabia que o homem com quem foi detido trabalhava para o SVR. Para ele, era só um “parceiro de negócios”. Mas as buscas às casas do espião contam uma história diferente: a PJ encontra milhares de euros escondidos em casacos, gavetas e envelopes; dezenas de documentos secretos espalhados pelas várias divisões; e até um revólver dissimulado numa estante. Já está disponível o quinto episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor”. Pode ouvir no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]