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Administração Trump pondera aplicar tarifas a semicondutores (e também a consolas, portáteis e servidores)

EUA deverão avançar com tarifas à importação de chips, ao mesmo tempo que tentam incentivar a produção interna. Mas empresas avisam que estratégia pode colocar em causa progressos na IA.

Tiago Caeiro
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A administração norte-americana estará prestes a dar mais um passo em frente na guerra tarifária, com a possível aplicação de tarifas sobre a importação de semicondutores (chips), avança o jornal Politico. A medida poderá, no entanto, colocar em causa a ambição dos EUA de liderarem o progresso mundial na área da Inteligência Artificial, avisam as empresas de tecnologia.

A aplicação das tarifas aos semicondutores pode vir a abranger outros produtos que utilizam estes componentes, como computadores portáteis, consolas de jogos ou servidores para os centros de dados, avançam ao Politico várias fontes familiarizadas com os planos da Administração Trump. A aplicação das tarifas deverá ser feita de forma gradual.

A estratégia — que está a ser delineada pelo secretário de Comércio, Howard Lutnick — passa por avançar com a aplicação de tarifas à importação de semicondutores, ao mesmo tempo que os EUA irão conceder uma isenção tarifária para empresas estrangeiras que decidam fazer investimento no fabrico de semicondutores nos EUA, com o objetivo de impulsionar a produção nacional destes componentes críticos.

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A possibilidade de serem introduzidas tarifas sobre a importação de semicondutores está a alarmar a indústria de tecnologia dos EUA, que já enfrenta atualmente uma escassez devido à crescente procura impulsionada pela construção de centros de dados usados para a Inteligência Artificial.

As empresas norte-americanas não se opõem ao plano da Casa Branca de impulsionar a produção interna destes componentes mas avisam que esse é um processo que só poderá dar frutos a longo prazo, uma vez que as fábricas de semicondutores implicam um investimento de milhares de milhões de dólares e demoram anos — senão décadas — a construir.

Até que essa capacidade exista, as empresas norte-americanas continuarão muito dependentes da importação de chips da Ásia, nomeadamente da Malásia, Coreia do Sul e, sobretudo, de Taiwan, país onde está concentrada a produção de 90% dos semicondutores mais avançados do mundo.

Caso haja uma rutura na importação de semicondutores, as empresas norte-americanas avisam que tal poderá obrigar ao abandono dos planos para construir mais centros de dados em território norte-americano.

[De regresso a Portugal, Carvalhão Gil garante que não se vendeu aos russos e que nem sequer sabia que o homem com quem foi detido trabalhava para o SVR. Para ele, era só um “parceiro de negócios”. Mas as buscas às casas do espião contam uma história diferente: a PJ encontra milhares de euros escondidos em casacos, gavetas e envelopes; dezenas de documentos secretos espalhados pelas várias divisões; e até um revólver dissimulado numa estante. Já está disponível o quinto episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor”. Pode ouvir no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]