O presidente do Governo da Madeira (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, disse esta quarta-feira que a ligação marítima por ferry entre a região e o continente não é uma prioridade do seu executivo, sublinhando que a decisão compete ao Governo da República.
“Eu sempre disse que o ferry ia dar prejuízo, só [é viável] com compensações indemnizatórias“, afirmou.
Miguel Albuquerque, também líder da estrutura regional do PSD, falava aos jornalistas no decurso de uma visita aos trabalhos de limpeza, beneficiação florestal e contenção de incêndios na zona do Chão das Aboboreiras, no concelho de Santa Cruz.
Numa reação ao estudo encomendado pelo Governo da República (PSD/CDS-PP) sobre a ligação marítima, que aponta para um custo de 200 milhões de euros, Albuquerque sublinhou que a operação só será viável com compensações indemnizatórias.
“Agora, compete ao Governo nacional, se estiver interessado, lançar o concurso ou chegar às conclusões que quiser”, disse.
O estudo económico-financeiro sobre a ligação marítima regular entre a Madeira e o continente foi elaborado pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) e divulgado publicamente na terça-feira pelo partido Juntos Pelo Povo (JPP), mas ainda não é do conhecimento oficial do Governo Regional.
Miguel Albuquerque realçou, no entanto, que esta não é uma prioridade do seu executivo.
“A minha prioridade no próximo Orçamento do Estado é garantir a verba de 79 milhões de euros para o Fundo de Coesão, uma vez que a [nova] Lei das Finanças Regionais não está aprovada, e garantir uma verba de compensação para o Serviço Regional de Saúde”, disse.
Em relação à limpeza, beneficiação florestal e contenção de incêndios, Albuquerque indicou que o executivo investiu 500 mil euros em projetos para executar até 2027, em zonas que poderão vir a ser ocupadas mais tarde por pastoreio ordenado.
O chefe do executivo regional revelou também que o segundo helicóptero de combate a incêndios não estará disponível este verão, ao contrário do inicialmente previsto, explicando que o procedimento ainda decorre ao nível do Ministério da Defesa.