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Morreu o primeiro britânico a lutar pelo exército russo na Ucrânia

Bradley Townsend, pescador de Yorkshire, juntou-se às forças pró-russas em abril e terá morrido em junho, perto de Lyman, na região de Donetsk. Amigos dizem que britânico sofreu "lavagem cerebral".

Manuel Nobre Monteiro
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Bradley Townsend, um britânico de 33 anos natural de Barnsley, no condado de South Yorkshire, terá sido o primeiro cidadão britânico a morrer enquanto combatia pelas forças russas na guerra contra a Ucrânia, noticiou a BBC.

Townsend, pescador de profissão e sem qualquer experiência militar, deixou o Reino Unido em abril para se juntar às forças separatistas pró-russas no Donbass, no leste da Ucrânia. De acordo com a imprensa internacional, terá dito à família que ia viajar para a Roménia. O britânico recebeu, juntamente com mais dois homens, cidadania russa depois de se ter juntado à guerra.

O pescador terá morrido no dia 10 de junho, perto de Lyman, na região de Donetsk, depois de ser atingido por um drone. A sua morte só foi noticiada esta semana, embora informações sobre o seu desaparecimento e possível morte circulassem desde junho.

Townsend surgiu em vários vídeos publicados nas redes sociais em contas pró-russas. Num deles, aparece a descrever-se como um “rapaz normal da classe trabalhadora de Yorkshire”, enquanto bebia e jogava cartas com Stimson e Minnis, os outros dois britânicos que também decidiram combater pelo lado de Moscovo.

https://twitter.com/stimson_ben1975/status/2092145227003838594

A decisão de se juntar ao exército russo, explicou nas redes sociais, justificou-se por uma “relação histórica“. Na década de 1980, os mineiros do Donbass terão feito donativos aos mineiros de Yorkshire durante a época das greves e agora pretendia “retribuir o favor”.

Na sua terra natal, a morte de Townsend foi recebida com tristeza. Um antigo amigo descreveu-o como um “tipo normal” que foi “doutrinado” por pessoas que aproveitaram as suas vulnerabilidades para o recrutar. Outro afirmou que tinha sofrido uma “lavagem cerebral” pelos britânicos que se juntaram às forças pró-russas.

Tom Tugendhat, antigo ministro britânico da Segurança, que serviu no Iraque e no Afeganistão, apresentou as condolências à família de Townsend, mas classificou a decisão de combater pela Rússia como “inacreditavelmente estúpida e extremamente errada“.

“Não há dúvida de que é criminoso, porque estava a combater num exército que está a cometer os crimes de guerra mais bárbaros que o mundo viu em décadas”, afirmou à rádio LBC.

[De regresso a Portugal, Carvalhão Gil garante que não se vendeu aos russos e que nem sequer sabia que o homem com quem foi detido trabalhava para o SVR. Para ele, era só um “parceiro de negócios”. Mas as buscas às casas do espião contam uma história diferente: a PJ encontra milhares de euros escondidos em casacos, gavetas e envelopes; dezenas de documentos secretos espalhados pelas várias divisões; e até um revólver dissimulado numa estante. Já está disponível o quinto episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor”. Pode ouvir no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]