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(A) :: Foi campeão "emprestado", saiu e agora voltou: Seko Fofana vence "jogo de paciência" com o Rennes e regressa ao FC Porto

Foi campeão "emprestado", saiu e agora voltou: Seko Fofana vence "jogo de paciência" com o Rennes e regressa ao FC Porto

O médio, que volta outra vez cedido pelo Rennes, "contribuiu decisivamente para a conquista do título", frisam os dragões. O número que vai usar é "em homenagem ao ídolo Yaya Touré".

Manuel Conceição Carvalho
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Seko Fofana, jogador costa-marfinense que esteve emprestado ao FC Porto na última temporada, foi anunciado no início da tarde desta quarta-feira como reforço do plantel comandado por Francesco Farioli, novamente por empréstimo. Os dragões anunciaram a cedência dos franceses do Rennes, que dura “até ao final da temporada”, lê-se na nota publicada no portal oficial dos azuis e brancos.

O clube da Invicta recorda a temporada 2025/2026, em que o médio “participou em 18 dos 20 jogos disputados pelo FC Porto e contribuiu decisivamente para a conquista do título nacional. O internacional costa-marfinense estreou-se num clássico frente ao Sporting, no Estádio do Dragão, e só precisou de 13 minutos em campo para marcar o primeiro golo de azul e branco”. Fica assim confirmado o triunfo do médio e dos dragões numa espécie de “jogo de paciência” até haver um acordo para novo empréstimo de um ano.

https://twitter.com/FCPorto/status/2092613075614470362

Para Fofana, regressar ao Dragão “é como regressar a casa”, revelou em entrevista ao clube, no âmbito do seu regresso. “Houve pessoas excecionais durante a minha passagem, que me receberam muito bem e que me ajudaram a adaptar ao dia a dia. Estou muito feliz por voltar a encontrá-las e mal posso esperar que tudo comece. Acho que é muito importante deixarmos para trás o que vivemos. Isso deve inspirar-nos para o futuro em cada jogo. Sabemos que todos os jogos em casa ou fora vão ser complicados, porque toda a gente quer derrotar o FC Porto, mas somos uma grande equipa, sabemos questionar-nos após cada jogo e sei que temos a qualidade necessária para fazer a diferença em todas as ocasiões”, explicou, antes de garantir que o plantel vai “continuar a trabalhar e a manter esta mentalidade de vencedores”.

https://twitter.com/FCPorto/status/2092615168941322619

No entendimento do costa-marfinense, este regresso “facilita muito a adaptação” do atleta no plantel que é orientado por um técnico com quem teve “a sorte de poder conversar” antes de voltar à Invicta. “É alguém que se preocupa comigo e isso tocou-me mesmo, deixou-me muito contente. E os meus colegas de equipa também, consegui conversar com vários jogadores que me diziam sempre para voltar e, mesmo no final da época, antes de ganharmos o campeonato, queriam que eu ficasse. Fico muito feliz por reencontrá-los e quero agradecer a todos, porque, se hoje estou aqui, é também graças a eles”, afirmou.

https://twitter.com/FCPorto/status/2092632883147973038

E não esqueceu os portistas, a quem deixou uma promessa: “É um prazer para mim voltar a encontrar os adeptos. Recebi bastantes mensagens, não consigo responder a todas, mas eles demonstraram-me realmente muito carinho e o meu objetivo é retribuir-lhes isso em campo, dar o meu máximo, e tive a sorte de poder estar aqui no ano passado neste clube que, para mim, é excecional, que é fantástico, e espero poder dar o meu máximo em cada jogo para fazer-lhes a vontade”, antecipou.

Já é também conhecido o número que Fofana vai usar na camisola: o 42, “em homenagem ao ídolo Yaya Touré”, também ele médio, também ele costa-marfinense, que passou por um dos clubes que formou o mais recente reforço da nova temporada do FC Porto — o Manchester City. Além dos cityzens, durante o período de formação, Seko Fofana esteve no Paris FC e no Lorient. A primeira experiência como sénior foi no Fulham, em 2014/2015, no Championship, por empréstimo dos sky blues. No ano seguinte, aconteceria novo empréstimo, mas para os franceses do Bastia, antes de uma saída a título definitivo para a Udinese, onde esteve quatro temporadas.

Foi no Lens que Seko Fofana deu o seu maior salto competitivo, com as duas últimas das três temporadas que fez nos franceses a comprovarem esse mesmo salto. Nas épocas 2021/22 e 2022/23, Fofana marcou 19 golos e assinou oito assistências. Os números para um médio com o seu papel impressionaram o Al-Nassr, que contratou o costa-marfinense em 2023/24. Fofana esteve um ano e meio na Arábia Saudita, onde também representou o Al-Ettifaq — também por empréstimo. O médio sairia em janeiro de 2025 para o país onde já tinha sido feliz. O Rennes pagou 20 milhões de euros aos sauditas, mas apesar dos números do negócio, Fofana nunca conseguiu assentar de vez nos franceses. Foi então que, no mercado de janeiro de 2026, o FC Porto entrou em cena pelo médio, que se juntou aos dragões por empréstimo — o quinto da sua carreira de 12 anos.

Foi nos azuis e brancos que Fofana conseguiu conquistar o seu primeiro Campeonato, num FC Porto que não era campeão havia três temporadas. O carinho referido pelo jogador poderá ter uma justificação que começa e acaba nessa conquista. Mas há também dois momentos que o podem ajudar a explicar. O primeiro, como relembram os dragões no comunicado que oficializa o regresso do atleta: diante do Sporting, com um golo que lançava os dragões na vantagem e (ainda mais) na frente de uma corrida virtual pelo título que os azuis ganhariam aos verde e brancos, mesmo com o golo do empate dos leões nesse duelo.

O segundo, aos 91 minutos da 28.ª jornada dos dragões na Liga, quando o FC Porto se encontrava empatado a uma bola diante do Famalicão, até que o costa-marfinense optou por resolver sozinho e apostar num lance individual que só parou no fundo da baliza dos famalicenses, que ainda empataram o jogo.

Agora, na sua 13.ª temporada e no seu sexto empréstimo, Seko Fofana, depois dos golos e das conquistas, repete o que já fez a certa altura da sua carreira, noutro lugar: voltar ao sítio onde já tinha sido feliz.