O presidente da CIP criticou a oposição pelas reações ao estudo encomendado pelo Ministério do Trabalho sobre a Segurança Social e desafiou o Governo a não colocar a reforma na gaveta. Na Universidade de Verão do PSD, Armindo Monteiro pediu aos partidos “coragem para estabelecer pactos” sobre o sistema de pensões, numa reflexão “sem mentira, sem distorção, sem falácia, sem truques”. Num apelo ao Governo e à oposição, o representante dos patrões pede não se perca “tempo com fixação de clientelas eleitorais”.
A reflexão sobre a reforma na Segurança Social, diz Armindo Monteiro, “deve ser feita já“. Isto numa altura em que a oposição não a quer realizar e o Governo empurra para a próxima legislatura. Este, avisa, é um “problema sério“. E diz não haver dúvidas que o atual sistema não será sustentável a longo prazo: “A demografia e a matemática não enganam. Isto não é opinião, é ciência.” Aos alunos, para dar uma imagem da urgência, brincou: “Vocês vão pagar a minha pensão. Como eu pago a dos atuais pensionistas. Mas não sabem quem vai pagar a vossa”. E ainda de forma mais simplificada, acrescentou: “Isto é mais importante do que nos qualificarmos para o próximo o Campeonato do Mundo”.
O presidente da CIP critica a oposição por, na reação ao estudo de Jorge Bravo, ter acusado o Governo de querer “cortar nas pensões” ou “privatizar” a Segurança Social. E comenta lateralmente: “Privatizar continua a ser o principal pecado em Portugal, a seguir ao lucro.” Armindo Monteiro recorda ainda que Portugal é o “único país que só tem um pilar de contribuição”, lamentando não existir um “pilar individual”. Apela ainda a que a ideologia fique fora deste debate.