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(A) :: A jovem abelha chegou a Espanha para continuar a voar: Brennan bisa em mais um sprint dominado pela Visma, Almeida perdeu mais oito minutos

A jovem abelha chegou a Espanha para continuar a voar: Brennan bisa em mais um sprint dominado pela Visma, Almeida perdeu mais oito minutos

Aos 21 anos, Matthew Brennan venceu pela segunda vez nesta Volta a Espanha, batendo Jordi Meeus sem dificuldades. Geral segue intocável e Almeida voltou a perder a tempo depois da quebra em Andorra.

Tiago Gama Alexandre
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Lotto Intermarché. Só dá Tadej Pogacar. Depois de ter vencido o contrarrelógio de abertura e de, com isso, ameaçar liderar esta Volta a Espanha do início ao fim, algo que não acontece desde 1994, com Tony Rominger, e que Eddy Merckx fez com 28 anos na Volta a Itália de 1973, o esloveno da UAE Team Emirates-XRG, que vai alcançar a mesma idade dentro de menos de um mês, pulverizou a concorrência na primeira etapa de montanha que chegou ao fim. No dia em que João Almeida mostrou que está longe do seu melhor nível no final de uma época que tem sido bastante difícil, o camisola roja pulverizou mais uma série de recordes nas subidas por onde passou: tirou 2.24 minutos ao melhor registo de Collada de Beixalis (fez 17.34) e estabeleceu o novo melhor tempo no Coll d’Ordino (23.22).

https://observador.pt/2026/08/25/andorra-revelou-a-chita-que-o-granizo-tentou-esconder-pogacar-vence-em-andorra-com-solo-de-50-quilometros-no-adeus-de-almeida-a-geral/

“Não, eu não precisava de fazer isto. O ritmo já estava muito alto na primeira subida e, na segunda, demos praticamente tudo desde o início. Quando o Jay [Vine] me deixou para ficar na roda dos Decathlon CMA CHM, pensei: ‘Ok, não quero ficar sozinho contra todos os ciclistas fortes porque eles vão jogar contra mim’. Ataquei na subida e só esperava conseguir sobreviver até à chegada. Quando vi que podia abrir uma vantagem, consegui. Foi bastante difícil, mas foi um dia lindo. Qualquer vantagem é suficiente, mas é muito bom, porque agora posso estar calmo e confiante para os próximos dias. Continuamos focados no dia a dia, mas vai ser um pouco menos stressante. Em nenhum momento pensei que iria pedalar assim algum dia. Tenho lembranças tão lindas da primeira vez em Andorra [em 2019]. Foi realmente muito bonito e é um dos meus momentos favoritos da corrida. Nunca vou esquecer esse dia”, partilhou o líder no final da etapa.

“Não me estava a sentir muito bem, mas também tive um furo no pior momento possível, mesmo antes do topo da primeira subida, em [Port] d’Envalira. Depois, quando a Decathlon começou a aumentar o ritmo, tornou-se impossível recuperar, mas o grupeto era grande ontem [terça-feira]. Estava simplesmente a ficar cada vez maior. Sabíamos mais ou menos quanto tempo faltava até à linha de chegada e estava tudo sob controlo. Mas, por outro lado, o grupo era tão grande que pensámos: ‘Não há hipótese de nos expulsarem da corrida, certo?’. Caso contrário, a corrida acabava. Mas sim, o ritmo foi sempre razoável. Mesmo nas descidas corremos alguns riscos, mas nada de especial. Diria que foi um bom dia para o grupeto”, assumiu o Bota Lume ao Eurosport.

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Esta quarta-feira ficou marcada pela incursão do pelotão em Espanha, começando a rumar a sul a partir da Catalunha. A partida inédita desta quinta etapa aconteceu em Falset, em Tarragona, em plena Costa Dourada, com a chegada a ficar reservada para Roquetes, em Terres de l’Ebre, localidade que também nunca tinha recebido a meta da Vuelta. Pelo meio os ciclistas tinham que percorrer 173,3 quilómetros, com 1.690 metros de desnível positivo acumulado, prevendo-se um final ao sprint, embora a única contagem de montanha do dia estivesse reservada para os últimos 30 quilómetros: Paüls (3,5 km a 7,1%).

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A etapa começou acidentada ainda na fase de neutralização, com os colegas Bruno Armirail e Sepp Kuss (Visma-Lease a Bike) a sofrerem problemas mecânicos que levaram a direção de corrida a retardar a partida real em 2,5 quilómetros, de modo a permitir a reentrada dos ciclistas que estavam atrasados. No arranque, Fredrik Dversnes Lavik (Uno-X Mobility) foi o primeiro a atacar, ganhando pouco depois a companhia de Walter Calzoni (Pinarello Q36.5), Mattia Gaffuri (Picnic PostNL), Diego Uriarte (Kern Pharma) e Stefan Küng (Tudor), que descaiu para o pelotão cerca de 20 quilómetros depois. Depois de a primeira hora se ter aproximado dos 45 quilómetros de média (44,8 km/h), uma queda no pelotão atirou Roel van Sintmaartensdijk (Lotto Intermarché) para fora da prova.

A partir daí a corrida entrou numa fase mais mexida, com EF Education-EasyPost e Visma a acelerarem o ritmo e a acabarem com a fuga, deixando para trás Ethan Hayter (Soudal Quick-Step). Emirates e Lidl-Trek aproveitaram essa situação para partirem o pelotão em dois, mas a recolagem aconteceu pouco depois. O britânico acabou por conseguir regressar ao grupo e foi o mais rápido no sprint intermédio, voltando a sentir dificuldades na fase mais montanhosa, quando Andreas Kron (Uno-X) se isolou na dianteira. Na contagem de montanha, Kaden Groves (Alpecin-Premier Tech), Joshua Tarling (Netcompany Ineos), Ivo Oliveira (Emirates) e Mads Pedersen (Lidl) ficaram para trás, ao passo que o dinamarquês foi alcançado.

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Com Magnus Cort (Uno-X) e Raúl García Pierna (Movistar) atrasados, a Emirates continuou a controlar na descida, onde Xabier Mikel Azparran (Pinarello) atacou, com resposta imediata de Wout van Aert (Visma) e Pavel Sivakov (Emirates). O espanhol voltou à carga e conseguiu abrir vantagem, mas os ataques continuaram e anularam a sua tentativa. Depois de a Visma ter assumido a dianteira na parte plana, a Uno-X comandou o pelotão até ao último quilómetro, com Christophe Laporte a lançar Matthew Brennan para mais uma vitória clara à frente de Jordi Meeus (Red Bull-Bora-hansgrohe) e Vincenzo Albanese (EF Education) num sprint que não o foi, dado que as abelhas aproveitaram bastante bem a curva para a direita nos últimos 300 metros, abordando-a a toda a velocidade.

Esta ficou ainda marcada por mais uma quebra de João Almeida, que entrou na meta fora do pelotão e a 8.35 minutos do britânico de 21 anos, no 147.º lugar. Na geral, que não sofreu mudanças, Tadej Pogacar tem menos 3.21 minutos que Primoz Roglic (Red Bull) antes de mais uma etapa com uma subida na parte final, com Enric Mas a ocupar o lugar mais baixo do pódio a 3.32 do esloveno. O Bota Lume perdeu mais 65 posições na classificação global, passando para 124.º a 32.16 do companheiro de equipa. Já Ivo Oliveira ocupa o 161.º posto a 37.36.

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