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(A) :: De Trump aos Marretas, as reações à morte da cantora e filantropa Dolly Parton

De Trump aos Marretas, as reações à morte da cantora e filantropa Dolly Parton

A artista norte-americana foi recordada por colegas da indústria do entretenimento e políticos, que destacam a mulher "brincalhona" e "autêntica", que foi longe apesar das origens humildes.

Mariana Carvalho
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Dolly Parton morreu com 80 anos na terça-feira, segundo um anúncio do sobrinho nas redes sociais da cantora e atriz. E nas horas seguintes foram várias as figuras públicas a homenagear o ícone da música country norte-americana e intérprete de canções como Jolene ou 9 to 5.

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“Estou devastada”, escreveu Jane Fonda numa publicação do Instagram. A atriz de 88 anos partilhou uma foto com Parton no cenário do filme 9 to 5 (realizado por Colin Higgins, em 1980), onde as duas representavam assistentes de escritório que se vingam do patrão tirano. “A Dolly vai ficar connosco para sempre, porque ela era tão presente, tão poderosa, tão generosa e divertida que está entrelaçada nas nossas vidas e corações para a eternidade”, continuou.

“Nunca conheci ninguém como ela. Era simultaneamente uma rapariga traquina e brincalhona dos confins do Tennessee, no sul dos Estados Unidos, e uma pensadora profunda e sensível que conseguia ver através das pessoas até chegar à sua verdadeira essência”, acrescentou. “E, sabem, ela não quer que façam o luto agora. Vistam-se a preceito e celebrem o seu espírito”, concluiu a atriz e ativista.

Entre os ícones de Hollywood, também Barbra Streisand lamentou a morte de Parton. “Ela era uma verdadeira força da natureza. Que descanse em paz”, escreveu a atriz e cantora de 84 anos na legenda de uma fotografia das duas numa festa da década de 80.

Oprah Winfrey juntou-se às homenagens e partilhou uma das “memórias mais queridas” que tem com Dolly: “A divertirmo-nos à brava em vestidos do Bob Mackie no programa [homónimo de televisão] que ela fazia.” “Ninguém é como ela”, acrescentou a apresentadora no Instagram. “[A Dolly] trouxe a luz e todos estamos melhor porque esteve cá.”

Da geração de Parton, também Mick Jagger recordou “uma compositora e intérprete maravilhosa”. “Uniu tantas pessoas, vai fazer muita falta”, admitiu.

Num longo texto partilhado com a Hollywood Reporter, Taylor Swift admitiu que “um mundo sem a Dolly não parece possível, real ou certo”, mas que, “por causa da forma eternamente generosa como passou o seu tempo nesta terra e as vidas sem conta que mudou para melhor, o seu legado será duradouro”.

“Como os restantes fãs [da Dolly], estou-lhe tão grata por tudo”, admitiu a artista. “Pelas melodias e letras que escreveu, que descongelaram até o mais frio dos corações. Pelos milhões de livros que providenciou a crianças de todo o mundo para que pudessem apaixonar-se por histórias da mesma forma que ela. Pelas cordas bambas sobre as quais teve de andar para que meninas como eu pudessem crescer entre sonhos de também entrar no circo. Dolly, vou pensar em ti em cada passo do caminho”, concluiu o comunicado de Swift.

Sabrina Carpenter, que lançou uma versão da música Please please please com a cantora de música country em 2025, recordou a primeira vez em que as duas se conheceram. “A única coisa que conseguia dizer […] era ‘ela é realmente um anjo que caminha na terra” e “parecemos mesmo irmãs!'”

“Vou acarinhar as nossas gargalhadas e conversas e guardar a tua sabedoria, visão relaxada da vida e sentido de humor perfeito no bolso para os dias chuvosos”, acrescentou Carpenter. “Nunca vai existir outra pessoa como tu e que sorte tivemos por poder experienciar a tua magia singular e voz, canções e coração únicos.”

Já Beyoncé divulgou um texto no próprio site, em que considerou Dolly Parton o seu “barómetro” e “estrela polar”. “Ensinaste-me tantas lições sobre como ser única e autêntica”, escreveu a cantora, admitindo estar grata pela “arte, coração, generosidade, humor [e] empreendedorismo” de Parton e “honrada por ter tido o privilégio de trabalhar” com a intérprete de música country. “És um anjo que fez deste mundo um sítio mais feliz graças à tua arte alegre. És verdadeiramente única”, concluiu.

A classe política dos Estados Unidos também reconheceu a importância da cantora e lamentou a sua morte. O Presidente Donald Trump partilhou um texto na Truth Social onde elogiou “uma das melhores cantoras de Country, e mais além, de SEMPRE”. “Esta é uma grande perda para milhões de pessoas”, continuou o governante, que decretou bandeira a meia-haste em sinal de luto, durante uma semana. “Descansa em paz, Dolly! O mundo adora-te”, concluiu.

Na rede social X, Barack Obama admitiu que “é difícil pensar em muitas pessoas com um impacto maior do que Dolly Parton”. “Nasceu numa cabana e ganhou 11 Grammys e um Emmy, construiu um império de negócios, ajudou milhões de crianças a ler, e — como se não fosse suficiente — ajudou a acelerar a pesquisa que conduziu à produção da vacina Moderna contra a Covid-19.”

“Que vida”, concluiu o antigo Presidente dos EUA. “Eu e a Michelle pensamos na família da Dolly e nos seus inúmeros fãs.”

https://twitter.com/BarackObama/status/2092378205608948136

No bloco democrata, a candidata às presidenciais de 2024, Kamala Harris, admitiu que Parton “era um verdadeiro ícone americano”, que se “transformou numa superestrela global”. “Com a sua música, filantropia e estilo, a Dolly era única”, acrescentou.

Já Hillary Clinton escreveu, nas respetivas redes sociais, que “desde as capacidades de composição lendárias à Imagination Library — que enviou um milhão de livros por mês a crianças ao redor do país [EUA] — ela era o melhor da América”. “Dolly, vamos ter saudades do teu grande coração”, concluiu.

Os Marretas não ficaram fora das homenagens à cantora, que foi recordada numa foto ao lado da sua sósia, a diva Miss Piggy. “Nunca haverá ninguém como a Dolly Parton. Foi a cantora, compositora, atriz, artista e filantropa perfeita e suprema. Encheu o mundo com luz e estamos tão gratos por cada segundo que pudemos passar a seu lado, no palco e fora dele.”