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Dolly Parton. A vida e obra da mulher quis brilhar e que nos iluminou pelo caminho (1946-2026)

Nasceu pobre, numa família de 12 filhos, sem luz nem água corrente. Morreu como um dos maiores ícones da cultura pop mundial. A vida de Dolly Parton não cabia numa peruca.

António Moura dos Santos
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Ana Cristina Marques
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[A primeira versão deste artigo foi originalmente publicada em novembro de 2020, sendo agora republicada e atualizada a 25 de agosto de 2026, a propósito da morte de Dolly Parton, aos 80 anos]

“Eu sei que pareço bizarra e artificial, mas sou real por dentro”, afirmou Dolly Parton na abertura do documentário da Netflix Here I Am. A silhueta vincada e as perucas fartas quase lhe emprestaram um ar de desenho animado, mas sempre defendeu bem a aparência que escolheu ter ao longo de mais de 50 anos de carreira, com muito humor acima de tudo: “é preciso gastar muito dinheiro para se ter um ar tão barato”, brincava. “Sei exatamente o que estou a fazer e posso mudar a qualquer momento”, chegou a dizer em entrevista. Afinal, estar na moda “é a coisa mais fácil que se pode fazer”.

Dolly Parton há muito que era uma estrela incontornável da música country, ultrapassando as fronteiras geográficas que quase sempre confinam os artistas deste género musical ao mercado norte-americano e tornando-se verdadeiramente global — prova disso foram os seus 160 milhões de álbuns vendidos por todo o mundo. Trabalhou até aos 80, não pensando sequer na reforma: além de cantautora, foi atriz, filantropa, empresária — em suma, um ícone da cultura pop que abraçou todas estas facetas. Morreu esta terça-feira, 25 de agosto de 2026, com o óbito a ser anunciado pela própria família nas redes sociais da artista. A sua equipa mais tarde revelou que sofria de cancro e teve de ser internada quatro dias antes da morte.

https://observador.pt/2026/08/25/morreu-dolly-parton-icone-da-musica-country-cantora-tinha-80-anos/

“A Dolly abriu portas não só para mim, mas para toda a sua família, permitindo-nos alcançar um potencial que nem sequer sabíamos ser possível. A Dolly também abriu portas para gerações de cantores, compositores, músicos e sonhadores de todas as origens e de todos os continentes. Graças ao seu exemplo, acreditámos que tudo é possível. Ela nunca viu uma porta que não conseguisse abrir, e as portas que abriu fizeram e mudaram a história”, declarou Bryan Seaver, sobrinho da cantora.

A família dedicou-lhe um obituário onde foi descrita como “uma vida brilhante” como as pedrinhas que adornavam os seus vestidos e que “resplandeceu de forma tão intensa que o mundo inteiro a viu”. A forma como coloriu o seu mundo e o dos outros foi de uma riqueza contrastante com a pobreza com que cresceu. “Sempre acreditei que as coisas iriam correr bem e sonhava com isso ainda antes de entrar no ensino secundário. Sempre quis ser uma estrela. Parecia-me algo natural“, afirmaria mais tarde.

Dolly nasceu em 1946 no seio de uma família com mais de 11 crianças; o pai plantava tabaco e fazia criação de gado e a mãe era doméstica. Eletricidade e água corrente eram luxos que não tinham e também um motivo de anedotas tantas vezes contadas pela artista. “Nunca passámos fome, mas, por vezes, não tínhamos comida suficiente”, contou à revista People em 1977.

Dolly cresceu numa casa de duas assoalhadas sob uma educação rural e religiosa que influenciaria profundamente a sua vida e carreira, frisando desde sempre que nunca esqueceu as suas raízes — exemplo disso é que a fotografia da cabana onde viveu tornou-se capa de My Tennessee Mountain Home,
álbum lançado em 1973. “Serei sempre uma cantora de música country porque sou uma miúda do campo. O meu estilo é a minha alma e os meus sentimentos. Eu conto ao mundo, nas minhas canções, o que nunca teria contado à minha mãe”, afirmou à mesma revista.

Foi o tio, que tocava guitarra, que percebeu a ambição da jovem sobrinha que, com apenas 10 anos, tocava pela primeira vez em frente de uma multidão. Aos 13 anos lançou o seu primeiro single, Puppy Love, e conseguiu uma vaga no palco do conceituado Grand Ole Opry, que Dolly chegou a comparar com a Broadway — em 2019, a cantora celebrou 50 anos enquanto membro oficial da sala de espetáculos que “tornou a música country famosa”.

Crescendo no estado norte-americano do Tennessee, foi no seu coração pulsante da música country dos EUA, em Nashville, que ascendeu ao estrelato e que conheceu o marido Carl Dean numa lavandaria. Assim continuariam juntos durante 59 anos, até 3 de março de 2025, quando Dean morreu aos 82 anos, vítima de uma doença não divulgada. Viveram como opostos um do outro: ela vistosa e de personalidade borbulhante e ele raramente aparecendo em público, avesso à fama. No entanto, contrariando as expectativas, aos 19 anos Dolly tinha um contrato com uma discográfica e aos 20 estava casada, contra a vontade dos produtores.

https://www.youtube.com/watch?v=1C7mKXn_FJs&list=RD1C7mKXn_FJs&start_radio=1

Para a sua emblemática carreira tomar o rumo que lhe foi conhecido, foram fundamentais os anos que dedicou ao programa de televisão semanal The Porter Wagoner Show, transmitido em todo o país e que levou a música country ao colo pelos EUA fora. Duas décadas mais velho, Wagoner, um músico conhecido pelos looks vistosos, e Dolly cantaram inúmeros duetos e tiveram uma relação por vezes problemática — nunca nenhum dos dois confirmou os rumores de uma dimensão romântica, mas a verdade é que quando Dolly quis deixar o projeto, depois de muitas músicas e muitos anos, fê-lo com um presente de despedida: certo dia, no escritório de Wagoner, cantou-lhe uma música escrita no dia anterior, I Will Always Love You.

Das montanhas para o mundo

Mais do que cantora, mulher do espetáculo e multi-instrumentista (piano, guitarra, banjo e saxofone eram apenas alguns dos instrumentos que dominava), Dolly Parton foi, em primeiro lugar, compositora: desenhar canções era uma espécie de terapia e em tudo o que escrevia deixava um pouco de si. Durante a carreira, escreveu mais de 300 temas, sendo que foi através das músicas que contou histórias e passou mensagens — “as minhas canções tiraram-me das montanhas e levaram-me a todos os sítios onde sempre quis ir”, afirmou em entrevista.

Dumb Blonde, neste caso escrita especificamente para ela, viu a luz do dia em 1966 e a letra ajudou a marcar uma posição desde o dia zero: “Só porque sou loira, não penses que sou burra, porque esta loira burra não é a tola de ninguém”. Outro exemplo semelhante é Just Because I’m a Woman, onde Parton defendia, através dos versos, a igualdade de género: “Os meus erros não são piores do que os teus só porque sou uma mulher”. Dolly foi conhecida por não fazer comentários políticos, muito menos nestes tempos de polarização, optando sempre que podia pela piada mordaz. No entanto, numa entrevista em 2020 à revista Time lá admitiu: “Suponho que sou uma feminista se acredito que as mulheres devem ser capazes de fazer o que quiserem”. Nesse mesmo ano, também se assistiu à tomada de posição de Parton quando esta apoiou o movimento “Black Lives Matter”, e anos depois defendeu também os direitos das pessoas transgénero, opondo-se a uma lei na Carolina do Norte que restringia o acesso das pessoas transgénero às casas de banho.

Quando deixou o programa de Wagoner, Parton já tinha alguns sucessos enquanto artista a solo: Joshua, de 1971, chegou ao primeiro lugar nas tabelas country; Coat of Many Colors, lançada no mesmo ano, ficou na quarta posição. Dois anos depois, lançaria um dos seus temas imortais, Jolene.

Esta é uma canção que conta uma outra história, desta feita bem mais pessoal: a de uma mulher de cabelos ruivos e pele de marfim que trabalhava num banco local e que se apaixonou pelo marido da cantora. A letra da música — em que uma mulher pede a outra que não lhe leve o marido — inspira-se no enredo que Dolly foi partilhando em palco e em entrevistas ao longo da carreira. No entanto, o nome “Jolene” pertence a uma fã de oito anos com quem a cantora se cruzou na década de 1960. Lançada em 1973, este foi o seu segundo êxito a solo, o qual chegou a ter pelo menos 30 covers, de Miley Cyrus, afilhada de Dolly, aos The White Stripes.

https://www.youtube.com/watch?v=pW2TgGy5gjY&list=RDpW2TgGy5gjY&start_radio=1

Curiosamente, talvez a música mais conhecida de Dolly Parton, escrita na mesma sessão que Jolene, não lhe seja diretamente associada, apesar de a artista a ter interpretado. Foi, sem dúvida, Whitney Houston quem a elevou para outros patamares comerciais, mas I Will Always Love You, de 1974, é um original de Parton — quase 20 anos separam estes dois momentos. A canção na voz de Houston, a servir de banda sonora ao filme O Guarda-Costas, foi número um durante 14 semanas nos EUA. Sobre a cover, Parton admitiu: “Achei que era a coisa mais incrível que alguma vez tinha ouvido. Nem acreditei que a minha música pudesse ser assim”. E acrescentava: “Ela enriqueceu-me”.

Na segunda década dos anos 70, decide expandir horizontes e arriscar num som mais pop, valendo-lhe êxitos como Here You Come Again e Two Doors Down. O maior deles todos, todavia, chegou com a sua passagem para o mundo do cinema, com o filme de 1980, Das 9 às 5, interpretado por si, por Jane Fonda e por Lily Tomlin. A cantora, que nunca se quis limitar por apenas um talento, deu uma oportunidade à sétima arte quando interpretou a personagem de uma secretária desenhada à sua imagem e medida. A artista admitiu em várias entrevistas que só concordou fazer parte do projeto caso pudesse escrever a música principal do filme, a qual viria a tornar-se uma espécie de “hino” da classe trabalhadora norte-americana. A canção foi escrita no decorrer das filmagens da película e, na falta de uma viola, Dolly usou as próprias unhas de acrílico como um instrumento de percussão (som que, vai na volta, lhe fazia lembrar as máquinas de escrever), tanto que nas costas do álbum estão as devidas referências: “unhas por Dolly”.

https://www.youtube.com/watch?v=UbxUSsFXYo4

Antes do arranque das gravações, as três mulheres protagonistas da trama fizeram festas do pijama no Hotel Beverly Hills. Da convivência ficou uma amizade que durou décadas e uma curiosidade: mesmo partilhando um quarto de hotel, Jane Fonda e Lily Tomlin nunca viram Dolly sem a respetiva peruca e maquilhagem. Quando o filme acabou, Jane juntou-se à tournée de Dolly. Sobre isso, a atriz comentou no The Late Late Show with James Corden, em 2017, que “esteve alcoolizada durante 10 dias” e só deu conta quando regressou a casa.

Tanto o filme como a canção (e o álbum onde foi editada) foram êxitos estrondosos: 9 to 5, em particular, foi o seu primeiro êxito a chegar ao topo das tabelas pop e foi nomeada ao Oscar de Melhor Canção Original. Três anos depois, obteve o seu segundo êxito planetário, Islands in the Stream, tema platina composto pelos Bee Gees e cantado a meias com a superestrela do country Kenny Rogers.

No entanto, Dolly admitiu décadas mais tarde à revista The New Yorker que, no decurso destes sucessos, ficou deprimida e com tendências suicidas, um período não muito fácil que coincidiu com experiências profissionais menos positivas. É o caso do filme A Melhor Casa de Prazer do Texas, de 1982, em que contracenou ao lado de Burt Reynolds e com quem formou uma relação de irmão e irmã — de acordo com a publicação citada, Dolly enfrentou problemas de imagem, ao sentir-se demasiado avantajada para o papel, ao mesmo tempo que enfrentava problemas familiares e de saúde (foi diagnosticada com endometriose).

Mas Dolly não ficou por aqui. O próximo passo seria a criação de um parque de diversões de dimensões semelhantes à Disneyland. Dollywood abriu em 1986 na terra natal da cantora, em Sevier County, no mesmo ano em que foi considerada para o Nashville Songwriters Hall (“uma das maiores conquistas musicais no país”). Entretanto, pelo final dos anos 80, decidiu voltar a um som mais country, particularmente vincado na colaboração de sucesso que fez com Linda Ronstadt e Emmylou Harris em Trio, de 1987, que lhe valeu a primeira e única nomeação para o prémio de Álbum do Ano nos Grammys. Em 1993, reuniu-se a outras duas companheiras, Tammy Wynette e Loretta Lynn, para Honky-Tonk Angels.

De uma produtividade prodigiosa, Dolly Parton lançou, ao todo, 49 álbuns, tendo 44 deles figurado no top 10 das tabelas de country aquando do seu lançamento. O seu derradeiro disco, Rockstar, foi lançado em 2023, com a cantora a abraçar o seu lado mais rock na sequência de ter sido convidada a integrar o Rock and Roll Hall of Fame no ano anterior. Nesse disco, manteve o espírito colaborativo vivo, com temas originais e versões cantadas com Sting, Stevie Nicks, Pink, Chris Stapleton, Joan Jett e, claro, Miley Cyrus.

A relação próxima com a sua afilhada, que veio a tornar-se numa estrela pop em direito próprio, deu-a a conhecer a novas gerações de fãs, principalmente por participar em vários episódios da famosa série Hannah Montana a fazer de tia da personagem principal. No entanto, não foi apenas essa ligação que a manteve atual aos ouvidos do público. Nos últimos anos, Parton colaborou com artistas mais jovens que ela, como Beyoncé, Post Malone e Sabrina Carpenter.

Entre a filantropia e as consagrações

Em 2014, a Dolly Parton foi convidada para atuar no festival Glastonbury, no Reino Unido, com a ocasião a funcionar como uma espécie de consagração à sua carreira perante uma multidão de 180 mil pessoas. Foi apenas uma de diversas distinções: ao longo da sua vida, Parton ganhou um Emmy, 11 prémios Grammy, 10 prémios da Country Music Association, sete prémios da Academy of Country Music, três American Music Awards e recebeu duas nomeações para os Óscares, bem como um Óscar honorário pelo seu trabalho humanitário.

A esse respeito, o seu nome fez as manchetes dos jornais em 2020 por um motivo à partida difícil de adivinhar: ajudou a financiar a investigação que veio culminar na vacina da Moderna contra a Covid-19, doando um milhão de dólares para o Vanderbilt University Medical Center. Curiosamente, a decisão de doar dinheiro surgiu após um incentivo do amigo e investigador Naji Abumrad, que trabalha na respetiva universidade, e que é pai do jornalista Jad Abumrad, autor do podcast de 2019 Dolly Parton’s America, inspirado na sua carreira e legado.

https://observador.pt/2026/08/25/rainha-da-country-atriz-e-benemerita-a-vida-de-dolly-parton-em-fotografias/

Durante a pandemia, Dolly lançou ainda a série Goodnight with Dolly no YouTube, onde leu livros para ajudar os mais novos a adormecer, sendo que essa iniciativa foi criada através da sua organização sem fins lucrativos Imagination Library. Fundado em 1995 pela artista — motivada pelo facto de o pai nunca ter aprendido a ler — o programa de apoio à literacia já doou cerca de 300 milhões de livros a crianças, através do envio mensal de uma obra adequada à idade das crianças visadas. Inicialmente circunscrito ao condado onde a cantora cresceu, o projeto expandiu-se a nível nacional em 2000 e internacionalmente em 2006.

Estes, no entanto, são apenas alguns dos exemplos dos atos de filantropia que Dolly Parton teve ao longo dos anos. Em 1988, canalizou parte dos fundos do seu parque temático e da sua carreira musical para criar a Fundação Dollywood, concedendo bolsas de estudo universitárias e gerindo um programa para ajudar as crianças a concluir o ensino secundário no seu condado natal. Entre os seus projetos, enumerados pelo The Guardian, constam também a criação de uma reserva em 2003 para ajudar a preservar a águia-careca, a doação de 500 mil dólares para a inauguração de um hospital em Sevier, a coordenação de esforços de ajuda às pessoas afetadas pelos incêndios florestais nas Smoky Mountains em 2016 e a sua participação num álbum beneficente dedicado ao VIH/SIDA.

Dolly foi ainda coproprietária da Sandollar Productions durante duas décadas, produtora responsável pela série Buffy – A Caçadora de Vampiros e pelos filmes O Pai da Noiva, e mais tarde fundou a Dixie Pixie Productions, que aderiu a uma colaboração com a Warner Bros para produzir oito episódios da série Dolly Parton’s Heartstrings para a Netflix. Tratou-se de uma comédia dramática narrada em estilo antológico, visando contar as histórias por detrás das canções de Parton e contando com a participação de Melissa Leo, Julianne Hough e Kathleen Turner, por exemplo.

Já em 2025, a sua vida foi adaptada a um musical chamado Dolly: A True Original Musical, que estreou em Nashville em julho de 2025, com planos para se mudar para a Broadway em 2026. “Queria ver isto concretizado enquanto ainda estou por aqui, para poder supervisionar o processo e garantir que é feito da forma correta, tal como eu gostaria de o ver, em vez de esperar até já não estar mais aqui e deixar que outra pessoa decida como acha que deve ser feito”, afirmou na conferência de imprensa marcada para anunciar a estreia do espetáculo.

https://www.youtube.com/watch?v=YVSE2NlHcKU

Este foi apenas um de vários projetos que Dolly mantinha vivos apesar da idade já longa. Outros passavam pelo desenvolvimento de “avatares” da sua pessoa para dar concertos quando a sua saúde não permitisse e a abertura de um museu.

No entanto, não obstante toda a sua iniciativa, os problemas de saúde de Dolly Parton tornaram-se um tema de conhecimento público em setembro de 2025 após anunciar que teria de falhar uma residência de seis espetáculos prevista para dezembro desse ano no Caesars Palace, em Las Vegas. Inicialmente adiados, os concertos acabaram mesmo por ser cancelados em maio de 2026 devido à necessidade continuada de tratamentos.

A propósito dessa situação, Parton tinha dado uma entrevista à revista People na passada sexta-feira, 21 de agosto, onde admitia padecer de problemas de saúde que se agravaram no período em que estava a cuidar do seu marido. “Como já partilhei em mensagens de vídeo ao longo do último ano, estou a lidar com alguns problemas de saúde aos quais simplesmente não prestei atenção enquanto cuidava do Carl. Sabem, esta não é a primeira vez que tenho de lidar com algo assim. No início dos anos 80, fiquei de cama durante vários meses devido a problemas de saúde feminina e, na altura, também estava a lutar contra o meu peso, por isso não é como se nunca tivesse passado por momentos difíceis com a minha saúde”, afirmou.

No entanto, a artista frisou que continuava a trabalhar “apesar de ainda estar a recuperar”. “Coloquei-me numa situação sem saída com os meus sonhos e ainda tenho tantas coisas que quero alcançar, por isso vou continuar a trabalhar enquanto puder para ver tudo a tornar-se realidade”, garantiu.