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Bodas de Prata. Príncipes Haakon e Mette-Marit da Noruega completam 25 anos de casamento

A união do príncipe herdeiro da Noruega com uma plebeia e mãe solteira tem resistido às polémicas e problemas de saúde. Casa Real assinalou data em fase de incerteza reforçada pelo estado de Harald.

Larissa Faria
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O príncipe e a princesa herdeira da Noruega estão a celebrar as suas bodas de prata. Haakon e Mette-Marit casaram-se em 25 de agosto de 2001 na Catedral de Oslo, naquele país nórdico. “25 anos de amor, família e uma vida juntos”, diz a publicação na página da casa real norueguesa no Instagram, que assinala este marco numa altura especialmente turbulenta para a família real norueguesa. O Rei Harald V mantém-se internado devido a uma anemia hemolítica com agravamento do quadro de saúde, Marius Borg está a cumprir prisão domiciliária, e os filhos dos príncipes encetam novas fases: Ingrid Alexandra está a estudar na Universidade de Oslo e Sverre Magnus inicia os estudos em Lisboa em setembro.

O casal conheceu-se em 1999 na cidade norueguesa de Kristiansand, através de amigos em comum durante o festival de música Quart. O noivado foi anunciado a 1 de dezembro de 2000, com Mette-Marit a receber o anel que foi também usado pela mãe e pela avó de Haakon — o enlace real mais recente daquele país havia sido o dos pais do príncipe, o Rei Harald V e a Rainha Sonja (também uma então plebeia), em 1968. “Li várias vezes sobre ti que és a rapariga comum que hoje se torna Princesa Herdeira da Noruega. Isso não coincide com a minha impressão: tu não és uma rapariga comum, és uma rapariga extraordinária“, disse o rei a Mette-Marit no seu discurso na cerimónia de casamento. Numa outra publicação feita também esta terça-feira, o casal partilhou algumas fotografias antigas do início do relacionamento.

Haakon e Mette-Marit são pais da princesa Ingrid Alexandra (nascida em 2004) e do príncipe Sverre Magnus (nascido em 2005). Marius Borg Høiby (nascido em 1997) é filho de Mette-Marit de uma relação anterior ao casamento com o príncipe — o pai de Marius foi condenado por agressão e posse de cocaína. A união da então plebeia, empregada de mesa e mãe solteira com um príncipe da coroa causou polémica na Noruega, o que levou a que Mette-Marit fosse a público admitir a sua “rebeldia juvenil” em que “ultrapassou limites” e aproveitou também para condenar o uso de drogas.

No seu relacionamento, Haakon e Mette-Marit decidiram quebrar duas tradições do matrimónio: foram viver juntos num apartamento antes do “sim” na igreja e caminharam até ao altar de braços dados ao som da marcha nupcial de autoria de Nils Henrik Aasheim, sem a companhia do pai da noiva. O vestido com saia evasê foi feito em crepe de seda espesso e 125 metros de tule de seda macio, tingidos em tom cru. A cauda de dois metros de comprimento foi inspirada nos vestidos da Rainha Maud, refere a Casa Real da Noruega. A tiara usada por Mette-Marit é de 1910 e foi um presente do Rei Harald V e da Rainha Sonja. Preso ao seu cabelo, estava um véu de seis metros de comprimento.

A sua mãe esteve presente e fez um discurso na ocasião: “Como a maioria das pessoas neste país, nunca pensei vir ao Palácio. O Palácio do Rei era como algo que pertencia aos contos de fadas e à imaginação. Confesso que é um pouco irreal“, disse Marit Tjessem. Marius Borg, então com quatro anos de idade, foi pajem da cerimónia que teve 800 convidados. Amiga de Mette-Marit, Linda Tånevik foi a sua madrinha, enquanto o Príncipe Herdeiro Frederik da Dinamarca foi o padrinho de Haakon. Próximas do círculo familiar e de amigos dos noivos, foram escolhidas como damas de honor Betina e Emilie Swanstrøm, Kamilla e Anniken Bjørnøy e Tuva Høiby.

Mãe e filho foram integrados na família real norueguesa, com Mette-Marit a cumprir funções de apoio a causas humanitárias. Nestes vinte e cinco anos, o casal de príncipes enfrentou problemas que se tornaram públicos: o diagnóstico de Mette-Marit de fibrose pulmonar crónica e o transplante de pulmão, a condenação de Marius Borg por 34 crimes e o nome da princesa envolvido nos ficheiros do caso Epstein. Apesar das questões judiciais e de saúde, Haakon (o primeiro na linha de sucessão ao trono) e Mette-Marit permanecem juntos, mas uma festa em comemoração dos 25 anos de casamento com a família não está prevista.

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