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(A) :: Esquadra do Rato. Juíza dá mais mais tempo para investigar casos de tortura porque MP considera que número de envolvidos é muito superior

Esquadra do Rato. Juíza dá mais mais tempo para investigar casos de tortura porque MP considera que número de envolvidos é muito superior

Ministério Público pediu mais tempo para a investigação devido à complexidade do processo e a juíza concedeu mais seis meses sem libertar os arguidos, que estão com medidas privativas de liberdade.

Inês André Figueiredo
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A juíza Gabriela Lacerda Assunção decidiu estender a investigação aos casos de tortura na esquadra do Rato, em Lisboa, depois de a procuradora Felismina Carvalho Franco revelar que “o número de envolvidos é muito superior ao que o Ministério Público inicialmente previa”, avança o Expresso.

Além dos 23 arguidos, dos quais sete estão em prisão preventiva e quatro em domiciliária, a procuradora garante que “há outros suspeitos a deter para apresentação a primeiro interrogatório com vista à aplicação de medidas de coação”.

Assim, tendo em conta a complexidade do processo, a juíza acedeu ao pedido do Ministério Público e permitiu mais seis meses para a conclusão da investigação sem libertar os arguidos que estão sujeitos a medidas privativas de liberdade.

A denúncia surgiu dentro da própria PSP e o tribunal concluiu que há fortes indícios de crimes de abuso de poder, de tortura e outros tratamentos cruéis, degradantes ou desumanos graves, crimes de falsificação de documento, crimes de ofensas à integridade física graves qualificadas, crimes de violação na forma tentada, crime de violação consumada e crimes de detenção de arma proibida, seja em autoria material, seja em coautoria.

No despacho a que o Expresso teve acesso, a juíza realça que os arguidos são “quase todos polícias” e não podem ser “premiados pela circunstância de terem elegido vítimas especialmente vulneráveis, com as inerentes dificuldades de investigação que tal implica”.

https://observador.pt/especiais/policias-suspeitos-de-sessoes-de-tortura-na-esquadra-com-requintes-de-malvadez-e-luvas-de-boxe-mais-agentes-da-psp-podem-ser-acusados/