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(A) :: Bombeiros feridos em Arouca com evolução favorável

Bombeiros feridos em Arouca com evolução favorável

Um dos bombeiros feridos nos incêndios de Arouca já teve alta, enquanto os outros três continuam internados em Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira.

Agência Lusa
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Três dos quatro bombeiros feridos no incêndio que consumiu 1.300 hectares de floresta em Arouca continuam internados no hospital, mas, segundo revelou este sábado a autarquia, estão a evoluir de forma favorável.

“Hoje foi um dia um pouco mais animador, com os nossos bombeiros internados — em particular dois deles — a evoluírem favoravelmente”, disse à Lusa a presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém.

Em causa está o acidente que envolveu quatro operacionais da corporação de voluntários de Arouca na madrugada de quarta-feira, quando a viatura em que se deslocavam, a caminho de operações de combate a um incêndio, caiu numa ravina com 150 metros de profundidade.

Desse grupo de homens com idades dos 31 aos 54 anos, todos transportados por ambulância ou helicóptero para o Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, um já teve alta médica e está a recuperar em casa, mas os outros três continuam internados nessa unidade de saúde, que durante todo o dia recusou dar informações sobre o seu estado clínico.

Lembrando que um dos três bombeiros internados saiu dos cuidados intensivos na sexta-feira, a autarca disse que é esperado que um possa mudar para a enfermaria, adiantando que se mantém numa “situação clínica delicada, mas com alguns sinais que dão alento”.

Margarida Belém disse esperar “que os próximos dias possam consolidar este quadro de melhoria”, embora admita, sobretudo no caso do bombeiro de 54 anos, que “a sua situação clínica continua a ser muito complexa”.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca, Sérgio Azevedo, também tem acompanhado a situação médica dos quatro homens feridos no incêndio que lavrou entre a noite de segunda-feira e a manhã de quinta, chegando a envolver o trabalho simultâneo de mais de 650 operacionais, 200 veículos e nove meios aéreos.

“Os últimos dias foram, sem dúvida, os mais duros que alguma vez vivi enquanto bombeiro. E talvez os mais difíceis que alguma vez terei de enfrentar enquanto comandante”, disse Sérgio Azevedo.

O chefe da corporação do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto agradeceu o apoio que tem recebido de vários quadrantes. “[Pelas] palavras de força vindas de colegas, bombeiros de todo o país, instituições, profissionais de emergência, amigos, conhecidos e tantas pessoas que, mesmo sem nos conhecerem pessoalmente, quiseram estar connosco, a todos, obrigado”, disse.

AYC // JMR

Lusa/Fim