Apesar de estarmos em pleno mês de agosto, vêm aí dias de chuva, vento forte, perigo de inundações e de condições perigosas para as estradas. E também de recomendações para reduzir os riscos. A Proteção Civil avisou este sábado que, perante o cenário meteorológico que se desenha para os próximos dias, não se deve atravessar zonas inundadas — nem a pé nem de carro — nem ficar ao pé de árvores.
O comunicado da Proteção Civil, emitido este sábado à tarde, lembra a informação que o IPMA avançou sobre a “alteração significativa” das condições meterológicas em Portugal continental: após semanas de muito calor, a “influência de um vale em altitude” e de “sistemas depressionários” farão com que chova a partir de domingo e também na segunda e quarta-feira, com chuva “por vezes forte e persistente”, sobretudo na região Noroeste, em especial no Minho e Douro litoral.
À chuva junta-se o vento e a agitação marítima, sendo que as temperaturas vão estar amenas mas “abaixo dos valores habituais para a época”.
Assim, os efeitos que se antecipam são inundações em zonas urbanas; possíveis derrocadas causadas pela infiltração de água e arrastamento de objetos para as estradas. Além disso, o piso das próprias estradas pode ficar escorregadio e com lençóis de água e pode haver acidentes associados à agitação do mar.
Tendo em conta este quadro, a Proteção Civil recomenda que se adotem alguns comportamentos preventivos, especialmente nas zonas “historicamente mais vulneráveis” a este tipo de cenário. São eles: a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas; não atravessar zonas inundadas a pé ou em veículos; retirar de zonas que se possam inundar animais, equipamentos e carros; fixar estruturas soltas, como andaimes ou placards; ter cuidado na circulação e permanência em zonas com árvores, que podem cair; conduzir de forma defensiva e mais devagar; e evitar uma exposição desnecessária à agitação marítima.